# Ambev (ABEV3) volta ao BTG Pactual após 13 anos; ação vale a pena?

> A Ambev (ABEV3) voltou à carteira de recomendações do BTG Pactual após 13 anos. A ação acumula alta de 12,5% em 2026 e projeta Retorno sobre Capital Investido (ROIC) de 37% até 2030. A tese de investimento baseia-se na capacidade de precificação da companhia e nos potenciais ganhos com a Copa do Mundo.

*Mercado Valor · Investimentos · 21 de julho de 2026 · Caetano Vidal*

Após 13 anos, a Ambev (ABEV3) voltou às recomendações do BTG Pactual. Com alta de 12,5% em 2026 e ROIC projetado em 37% até 2030, a ação reacende o interesse dos analistas. Mas o que mudou? Entenda a tese de capacidade de precificação e os riscos da Copa do Mundo.

A Ambev (ABEV3) voltou ao radar dos analistas do BTG Pactual depois de 13 anos fora das recomendações. A ação, que acumula alta de 12,5% em 2026 até a última quinta-feira (16), reacendeu o interesse do banco. O que mudou para que os analistas incluíssem o papel na carteira 10SIM deste mês?

A tese central do BTG é a capacidade de precificação da Ambev. Segundo os analistas, essa é a principal variável que explica a geração de valor da companhia. O ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) da empresa em 2025 se recuperou para 31%, e a projeção é que chegue a 37% até 2030. "A tese de capacidade de precificação e a tese de ROIC são a mesma tese", afirmam os analistas.

## O que mudou na Ambev para atrair o BTG Pactual?

A Ambev enfrentou anos de pressão sobre suas ações devido a mudanças no poder de compra e no comportamento de consumo alcoólico dos brasileiros, além de um ambiente mais competitivo. Esses fatores contribuíram para que os papéis ficassem "em baixa". Agora, o cenário parece mais favorável.

Os analistas do BTG apontam que a manutenção do poder de repasse de preços de forma sustentável era um ponto de preocupação nos últimos anos, mesmo em períodos como 2024, quando o perfil de risco-retorno era mais bem avaliado. A recuperação desse poder de precificação em 2025 é o que sustenta a nova recomendação.

### A vantagem competitiva no portfólio

Segundo os analistas, a Ambev trabalha de forma granular nos segmentos core, core plus, entry premium e premium, trazendo mais diversidade entre as faixas de preço. Enquanto isso, o portfólio da Heineken, sua principal concorrente, tem se mantido "raso", mesmo com mais de 15 anos de mercado.

"O portfólio é a vantagem competitiva que falta à concorrência e, como mostraram os últimos quatro trimestres, tem permitido à Ambev potencialmente reacender uma recuperação de participação de mercado", mencionam os analistas do BTG.

## Riscos: Copa do Mundo e resultados do 2T26

O BTG ainda aguarda pelos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), a serem divulgados no próximo dia 30. Um dos pontos de atenção é o efeito da Copa do Mundo, período normalmente atrativo para marcas de cerveja. Dessa vez, o efeito foi oposto: a saída do Brasil e do México nas oitavas de final foi contra as expectativas de avanço no volume de vendas nos dois países, o que pode impactar o balanço trimestral.

Porém, a percepção dos bons resultados entregues pela Ambev consistentemente desde 2025 já é suficiente para a recomendação de compra.

## Dividend yield e posição de caixa como amortecedores

Os analistas apontam que a projeção de queda é amortecida pela posição positiva de caixa e por um dividend yield de 7%, que pode chegar a um patamar ainda mais alto à medida que a companhia continue a somar recompras.

"A tese não exige uma projeção heroica de volumes nem um retorno às margens máximas; exige apenas que a Ambev preserve o protagonismo de capacidade de precificação que recuperou em 2025", afirmam os analistas.

## Como a Ambev se encaixa na carteira 10SIM?

Diante disso, o BTG acrescentou ABEV3 na carteira recomendada 10SIM deste mês, unindo-se a outras 9 ações consideradas entre as mais promissoras do mercado brasileiro, na visão do banco. O relatório completo está disponível no BTG Content, a plataforma de conteúdos do BTG Pactual, que pode ser testada por 30 dias gratuitamente.

## Perguntas Frequentes

### Por que o BTG Pactual deixou de recomendar a Ambev por 13 anos?

A Ambev enfrentou desafios como mudanças no poder de compra e no comportamento de consumo alcoólico dos brasileiros, além de um ambiente mais competitivo, que mantiveram as ações "em baixa" por anos.

### Qual é o ROIC projetado para a Ambev até 2030?

O ROIC da Ambev em 2025 foi de 31%, e os analistas do BTG projetam que chegue a 37% até 2030.

### A Copa do Mundo pode afetar os resultados da Ambev?

Sim. A saída do Brasil e do México nas oitavas de final foi contra as expectativas de avanço no volume de vendas nos dois países, o que pode impactar o balanço do 2T26.

### Qual é o dividend yield atual da Ambev?

O dividend yield é de 7%, podendo chegar a um patamar mais alto com a continuidade das recompras.

### Como acessar o relatório completo do BTG Pactual?

O relatório da carteira 10SIM está disponível no BTG Content, que pode ser testado por 30 dias gratuitamente mediante cadastro rápido.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/ambev-abev3-retorna-recomendacoes-btg-pactual-depois-13-anos-vale-pena-investir-/
