# Efeito HALO: 14 ações brasileiras anti-IA do Goldman

> O Goldman Sachs identificou 14 ações brasileiras beneficiadas pelo efeito HALO, tendência anti-IA que favorece setores como energia, utilidades e infraestrutura. A lista inclui papéis de empresas como Eletrobras, Sabesp e WEG, selecionadas por exposição a demanda estável e baixa correlação com tecnologia. A seleção prioriza companhias com fluxo de caixa previsível e dividendos atrativos, posicionadas para capturar investimentos em transição energética e modernização de redes.

*Mercado Valor · Investimentos · 05 de agosto de 2026 · Caetano Vidal*

O Goldman Sachs aponta 14 ações brasileiras para surfar no tema anti-IA, o chamado efeito HALO. Veja quais são os papéis e os setores favorecidos.

## Efeito HALO: as 14 ações brasileiras para surfar no tema anti-IA, segundo o Goldman

O estrangeiro voltou para a Bolsa brasileira em julho, em grande parte por causa do reequilíbrio de carteiras, saindo das ações de Inteligência Artificial (IA) para os papéis conhecidos como HALO (Heavy Assets, Low Obsolescence). A sigla caracteriza empresas com muitos ativos físicos e baixo risco de saírem do mapa por conta da IA.

O efeito HALO é uma estratégia que busca empresas com muitos ativos físicos e baixo risco de obsolescência pela IA. O Goldman Sachs recomenda 14 ações brasileiras nesse contexto, incluindo Petrobras, PRIO, Sabesp, Equatorial, Axia, Suzano, Gerdau, Usiminas, MBRF, Rede D'Or, Multiplan, Cyrela, Cury e Direcional.

## O que é o efeito HALO e por que ele atrai investidores

O Goldman Sachs aponta que a América Latina pode se beneficiar da estratégia de investidores globais de reduzirem a concentração em empresas de tecnologia e inteligência artificial dentro da estratégia HALO. A tese parte da avaliação de que empresas intensivas em ativos tangíveis, como petróleo, energia elétrica, saneamento, infraestrutura, telecomunicações, commodities e propriedades imobiliárias, podem oferecer maior proteção em um ambiente marcado por juros reais elevados, tensões geopolíticas e riscos relacionados à concentração excessiva em ações ligadas à IA.

Segundo o banco, os papéis HALO vêm superando as empresas mais dependentes de tecnologia desde 2025 em várias regiões do mundo. Para o Goldman, a América Latina reúne características especialmente favoráveis para essa estratégia. A região é grande exportadora de commodities, possui relevância estratégica na produção global de petróleo e oferece avaliações consideradas atrativas. O MSCI Latam negocia a cerca de 9,5 vezes lucro projetado para os próximos 12 meses, abaixo de sua média histórica e com desconto em relação a mercados como Estados Unidos e Europa.

## As 14 ações brasileiras recomendadas pelo Goldman

### Petróleo: Petrobras e PRIO

O destaque mais evidente ficou para o setor de petróleo. O Goldman reiterou recomendação de compra para Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), afirmando que ambas negociam a múltiplos atrativos e apresentam elevada geração de caixa. No caso da Petrobras, o banco vê potencial sustentado por crescimento de produção, melhora do ambiente de refino e governança mais favorável, estimando rendimento de fluxo de caixa livre de 18% em 2027. Já a PRIO foi destacada pelo fluxo de caixa livre projetado de 23% e pela forte geração de valor aos acionistas.

### Utilities: Sabesp, Equatorial e Axia

No segmento de utilities, o banco colocou Sabesp (SBSP3), Equatorial (EQTL3) e Axia (AXIA3) entre suas ações preferidas. A avaliação é de que essas empresas combinam ativos de alta qualidade, proteção contra inflação e potencial de valorização em um cenário de normalização dos juros reais no Brasil. O Goldman ressalta que as utilities brasileiras têm histórico de desempenho superior ao MSCI Emergentes na última década.

### Commodities: Suzano, Gerdau e Usiminas

O banco também demonstrou preferência por empresas brasileiras de commodities. Entre elas está Suzano (SUZB3), apontada como a principal escolha do setor de celulose graças à sua posição global de baixo custo e ao fluxo de caixa considerado atrativo. Em siderurgia, as preferências incluem Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), ambas avaliadas como opções descontadas dentro do universo latino-americano de materiais básicos.

### Alimentos: MBRF

No setor de alimentos, a principal recomendação do Goldman é a MBRF (MBRF3). Os analistas destacam que a companhia opera uma plataforma global de proteínas com ativos difíceis de replicar, incluindo frigoríficos, centros de distribuição, fábricas de ração e infraestrutura logística espalhada pelo Brasil, Estados Unidos e Oriente Médio. A instituição vê a empresa como uma das maiores beneficiárias do crescimento estrutural do consumo global de proteínas.

### Saúde: Rede D'Or

Outra ação brasileira destacada foi a Rede D'Or (RDOR3). O Goldman argumenta que a maior rede hospitalar privada do país se encaixa perfeitamente no conceito HALO por depender de ativos físicos de longa duração e por possuir uma expansão relevante de capacidade nos próximos anos. A expectativa é que a companhia adicione cerca de 2.700 leitos até 2028, ampliando sua alavancagem operacional.

### Imobiliário: Multiplan, Cyrela, Cury e Direcional

No mercado imobiliário, a preferência recai sobre Multiplan (MULT3), dona de shopping centers considerados escassos e difíceis de replicar nas principais capitais brasileiras. O banco projeta crescimento médio anual de 11% do fluxo de caixa por ação entre 2025 e 2027, ritmo superior ao observado em pares globais. Entre as incorporadoras residenciais, Cyrela (CYRE3), Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) aparecem entre as ações com recomendação de compra.

## Riscos e considerações finais

Embora a tese favoreça diversos nomes brasileiros, o Goldman alerta para riscos como queda dos preços das commodities, juros mais altos nos Estados Unidos, mudanças políticas na região e um eventual retorno do apetite global por empresas ligadas à IA. Ainda assim, o banco avalia que a combinação de ativos físicos, geração de caixa e valuations descontados torna as ações latino-americanas, especialmente as brasileiras, uma alternativa atraente para investidores que buscam diversificação em relação ao mercado de tecnologia.

Confira as 14 principais ações brasileiras destacadas pelo Goldman Sachs:

- Petrobras (PETR4)
- PRIO (PRIO3)
- Sabesp (SBSP3)
- Equatorial (EQTL3)
- Axia (AXIA3)
- Suzano (SUZB3)
- Gerdau (GGBR4)
- Usiminas (USIM5)
- MBRF (MBRF3)
- Rede D'Or (RDOR3)
- Multiplan (MULT3)
- Cyrela (CYRE3)
- Cury (CURY3)
- Direcional (DIRR3)

## Perguntas Frequentes

### O que é o efeito HALO?

O efeito HALO é uma estratégia de investimento que prioriza empresas com muitos ativos físicos (Heavy Assets) e baixo risco de obsolescência (Low Obsolescence) por causa da IA.

### Quais são as 14 ações brasileiras do Goldman?

As ações são Petrobras, PRIO, Sabesp, Equatorial, Axia, Suzano, Gerdau, Usiminas, MBRF, Rede D'Or, Multiplan, Cyrela, Cury e Direcional.

### Por que o Goldman recomenda essas ações?

O Goldman vê nessas empresas proteção contra juros reais elevados, tensões geopolíticas e a concentração excessiva em IA, com valuations descontados e forte geração de caixa.

### Quais são os riscos da estratégia HALO?

Os riscos incluem queda dos preços das commodities, juros mais altos nos EUA, mudanças políticas na região e o retorno do apetite global por ações de IA.

### Onde encontrar mais informações?

A fonte original é o Infomoney, que detalha a análise do Goldman Sachs sobre o efeito HALO e as ações brasileiras.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/8220efeito-halo8221-14-acoes-brasileiras-surfar-tema-anti-ia-segundo-goldman/
