# Luiz Barsi sobre varejistas: 40 empresas quebraram e as próximas quebrarão

> Luiz Barsi, investidor brasileiro, previu em 2022 quebras no setor varejista, citando 40 empresas já falidas e alertando para novas. A previsão se concretiza com Casas Bahia e Marabraz, que pedem recuperação judicial somando dívidas superiores a R$ 18 bilhões. A análise de Barsi aponta fragilidade estrutural no varejo, com riscos crescentes para companhias endividadas.

*Mercado Valor · Investimentos · 25 de agosto de 2026 · Otávio Bandeira*

Em vídeo de 2022, Luiz Barsi previu quebras no varejo. Agora, Casas Bahia e Marabraz pedem recuperação judicial com dívidas acima de R$ 18 bilhões. Relembre a análise.

A crise do varejo ganhou novo capítulo nesta semana com os pedidos de recuperação judicial de Casas Bahia (BHIA3) e Marabraz. O movimento reacendeu a frase mais conhecida de Luiz Barsi sobre o setor, dita em vídeo de 2022, há quatro anos.

"Pelo menos 40 empresas de varejo quebraram e as próximas quebrarão. Magazine Luiza um dia vai quebrar. Não sei quando, mas vai. Eu não sou profeta, estou falando em termos de histórico. A Máquina de Vendas e Via também estão penduradas", disse o megainvestidor na ocasião. A Via, então Via Varejo, mudou o nome para Casas Bahia.

A lógica de Barsi é direta: "Algumas empresas no passado não tiveram sua vida financeira ajustada, e como o varejo é uma atividade que tem sempre que apontar recurso, é só uma questão de tempo". O histórico dá lastro à tese. A lista de redes que faliram ou foram compradas inclui Ultralar, Lojas Ducal, Mappin, Mesbla, Lojas Brasileiras, Jumbo-Eletro e Casas Buri.

No último fim de semana, Casas Bahia e Marabraz buscaram a Justiça para pedir recuperação judicial, com dívidas que ultrapassam R$ 18 bilhões. Só no varejo, o crescimento das recuperações judiciais chegou a 20,4% em 12 meses.

O setor carrega riscos estruturais. As companhias costumam ter margem de retorno baixa e dependem do cenário macroeconômico. A economia, que já não está boa, pode piorar em 2027, segundo o CEO da varejista, Renato Franklin, em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre.

O prejuízo explodiu para R$ 10 bilhões, a EY apontou riscos para a continuidade da companhia, e a recuperação judicial foi a saída, medida extrema com forte capacidade de destruição de valor. Para Franklin, o cenário de 2027 é mais restritivo: "Nós não trabalhamos com melhora do cenário macro. Dimensionamos essa fase 2 considerando 2027 pior do que 2026. Então, entendemos que o endividamento vai continuar".

Algumas alavancas deram fôlego ao consumo neste ano, como o empréstimo consignado, "mas isso cria um passivo para o futuro dos consumidores". "Podemos ter, sim, ainda uma deterioração do cenário de crédito. Então, dimensionamos para isso", afirmou.

O número conta a história: a frase de Barsi, dita em 2022, agora se materializa em balanços e pedidos na Justiça. Para quem acompanha o fluxo de capital, o varejo segue como setor de risco elevado, e a recuperação judicial de duas grandes redes pode não ser o último capítulo. recuperação judicial de varejistas

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/8216pelo-menos-40-empresas-quebraram-proximas-quebrarao8217-relembra-frase-luiz-/
