# Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões

> O Banco Central registra R$ 5,65 bilhões em valores esquecidos em bancos e instituições financeiras em julho. O Sistema de Valores a Receber (SVR) permite consulta e resgate gratuitos. Cidadãos e empresas devem verificar a existência de saldos remanescentes. O montante cresceu em relação a períodos anteriores. A devolução ocorre mediante solicitação formal no canal oficial.

*Mercado Valor · Financas Pessoais · 08 de setembro de 2026 · Rubens Athayde*

O volume de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras subiu para R$ 5,65 bilhões em julho, segundo o Banco Central. Consulta e resgate são gratuitos pelo SVR.

O total de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras subiu para R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (8). O valor representa alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho, após meses de queda no estoque disponível.

Do montante total, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas. Apesar do volume bilionário, a maior parte dos beneficiários tem valores relativamente baixos para receber.

Os recursos podem ter origens diversas, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito. Os bancos concentram a maior parcela ainda disponível, seguidos por administradoras de consórcios e cooperativas.

## Onde está o dinheiro esquecido

A distribuição do estoque em julho inclui:

- Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão;
- Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões;
- Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões.

Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Somando os valores devolvidos ao estoque disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber. Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.

Parte dos recursos que estavam disponíveis foi utilizada pelo governo federal para programas de renegociação de dívidas. Valores repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), usado para viabilizar garantias em programas como o Desenrola. Essa movimentação contribuiu para a redução do estoque em meses anteriores, mas em julho o montante voltou a subir.

## Como consultar e resgatar

A consulta é gratuita no Sistema de Valores a Receber do Banco Central, sem necessidade de intermediários. No primeiro acesso, o cidadão informa o CPF e a data de nascimento. Empresas devem usar o CNPJ e os dados pedidos pelo sistema. Se houver valores disponíveis, é preciso acessar com conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.

O passo a passo inclui: acessar o SVR, informar CPF e data de nascimento ou CNPJ, entrar com a conta Gov.br, ler e aceitar o termo de responsabilidade, conferir o valor e a instituição, e pedir o pagamento conforme as opções apresentadas. Quando disponível a opção "Solicitar por aqui", o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Quem não tem Pix pode usar a alternativa de contato direto com a instituição financeira.

Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução. A adesão é facultativa e exige conta Gov.br de nível prata ou ouro, verificação em duas etapas ativada e chave Pix vinculada ao CPF. Com a função habilitada, os valores elegíveis são depositados automaticamente, sem nova requisição a cada recurso identificado.

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais. O BC não envia links nem entra em contato para pedir dados pessoais ou senhas. O cidadão não deve pagar taxas para liberar o dinheiro. Entre as recomendações: não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail; não fornecer senhas; e conferir a instituição diretamente no SVR.

O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que precisam cumprir as exigências previstas pelo sistema.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/financas-pessoais/dinheiro-esquecido-bancos-sobe-r-565-bilhoes/
