# Vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado

> As vendas no varejo do Brasil registraram avanço de 0,1% em maio, segundo o IBGE. O resultado frustrou as projeções do mercado, que esperavam alta de 0,5%. O dado acende alerta sobre a força da recuperação do consumo no país.

*Mercado Valor · Economia · 16 de julho de 2026 · Otávio Bandeira*

As vendas no varejo do Brasil avançaram apenas 0,1% em maio, frustrando as projeções do mercado que esperavam alta de 0,5%. O dado, divulgado pelo IBGE, acende alerta sobre a força da recuperação do consumo no país.

As vendas no varejo do Brasil avançaram apenas 0,1% em maio de 2026, frustrando as projeções do mercado que esperavam alta de 0,5%. O número, divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE, representa o pior resultado para o mês desde 2023 e acende um alerta sobre a capacidade de recuperação do consumo das famílias. A leitura do fluxo de capital e risco sugere que o mercado precificava um cenário mais otimista, mas a realidade dos dados mostra um consumidor mais cauteloso.

As vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado. O dado veio abaixo do consenso Refinitiv, que apontava para um crescimento de 0,5% no mês. Na comparação com maio de 2025, o volume de vendas subiu 2,3%, também abaixo da expectativa de 2,8%. A leitura do fluxo de capital e risco indica que a desaceleração é mais pronunciada nos segmentos de bens duráveis, como veículos e materiais de construção.

## O que explica a frustração do mercado?

O mercado esperava um número mais robusto, mas as vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado por uma combinação de fatores. A inflação ainda pressiona o orçamento das famílias, o crédito continua caro e a confiança do consumidor recuou nos últimos meses. Dados do Banco Central mostram que a taxa média de juros para pessoa física subiu para 45,2% ao ano em maio, o que inibe compras parceladas.

Além disso, a inadimplência das famílias permanece elevada. Segundo o Banco Central, o percentual de famílias com dívidas em atraso há mais de 90 dias atingiu 6,8% em maio, próximo do pico histórico. Esse cenário reduz a disposição para novos gastos, especialmente em itens de maior valor.

### O peso dos juros altos

A taxa Selic, atualmente em 9,75% ao ano, continua sendo o principal freio para o consumo. O mercado de capitais lê esse movimento como um sinal de que o Banco Central não deve afrouxar a política monetária tão cedo, o que mantém o custo do crédito elevado e as vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado.

## Impacto setorial: quem sentiu mais?

As vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado, mas o resultado não foi homogêneo entre os setores. O IBGE aponta que o segmento de hipermercados e supermercados, que responde por cerca de 40% do volume total, registrou queda de 0,3% no mês. Já o setor de móveis e eletrodomésticos caiu 1,2%, refletindo a menor disposição para compras a prazo.

Por outro lado, o varejo de combustíveis e lubrificantes cresceu 0,8%, impulsionado pelo aumento da frota e pela sazonalidade. O setor de farmácias também teve alta de 0,5%, mantendo a tendência de consumo essencial.

### O contraste com o atacado

Enquanto as vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado, o setor atacadista apresentou desempenho diferente. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, as vendas no atacado cresceram 0,6% no mesmo período, indicando que a demanda por bens intermediários ainda se mantém aquecida. Esse contraste sugere que o varejo final está enfrentando gargalos de demanda, enquanto a cadeia produtiva ainda opera em ritmo normal.

## O que esperar para os próximos meses?

As vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado, e a tendência para o segundo semestre é de cautela. O mercado de capitais projeta que o consumo deve crescer entre 1,5% e 2,0% em 2026, abaixo da previsão inicial de 2,5%. A leitura do fluxo de capital e risco mostra que os investidores estão reduzindo exposição a setores cíclicos, como varejo e construção civil.

O Banco Central, em seu último Relatório de Inflação, revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB para 2026, de 2,1% para 1,8%. Esse movimento já estava precificado em parte, mas o dado fraco de maio reforça a percepção de que o consumo não será o motor da economia neste ano.

## Como o mercado reagiu?

O mercado financeiro reagiu mal ao dado. O Ibovespa caiu 0,8% no dia da divulgação, puxado pelas ações de varejo. As projeções de mercado para as vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado, e os analistas revisaram suas estimativas para baixo. O Bank of America cortou a projeção de crescimento do varejo em 2026 de 2,5% para 1,8%, citando o aperto monetário e a inflação persistente.

O dólar também reagiu: subiu 0,3% no dia, para R$ 5,12, refletindo a percepção de que a economia brasileira perde fôlego. A curva de juros futuros, por sua vez, teve leve alta nos vértices longos, indicando que o mercado ainda vê riscos inflacionários.

## Perguntas Frequentes

### Por que as vendas no varejo do Brasil avançaram apenas 0,1% em maio?

O resultado reflete a combinação de juros altos, inflação elevada e inadimplência crescente. A taxa Selic em 9,75% e a inflação acumulada em 12 meses de 4,2% reduzem o poder de compra das famílias e inibem o consumo de bens duráveis.

### Qual foi a expectativa do mercado para maio?

O mercado projetava alta de 0,5% nas vendas do varejo em maio, segundo a mediana do consenso Refinitiv. O dado divulgado pelo IBGE veio bem abaixo, frustrando as projeções e gerando revisões para baixo nas estimativas de crescimento do setor.

### Como o dado impacta o PIB do Brasil?

O consumo das famílias responde por cerca de 60% do PIB. Um crescimento fraco no varejo sinaliza que o PIB pode crescer menos que o esperado em 2026. O Banco Central já revisou sua projeção de 2,1% para 1,8%.

### Quais setores do varejo mais caíram em maio?

Os setores de móveis e eletrodomésticos (-1,2%) e hipermercados (-0,3%) foram os que mais recuaram. Já combustíveis (+0,8%) e farmácias (+0,5%) tiveram alta.

### O que esperar para as vendas no varejo em 2026?

As projeções indicam crescimento entre 1,5% e 2,0% no ano, abaixo da previsão inicial de 2,5%. O mercado de capitais recomenda cautela com exposição ao setor, especialmente em segmentos de bens duráveis.

---

Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/vendas-varejo-brasil-avancam-01-maio-frustram-projecoes-mercado/
