# Vale-refeição em nova disputa com mudança nas regras

> O setor de vale-refeição no Brasil enfrenta nova disputa competitiva após alterações regulatórias. BTG Pactual e C6 Bank anunciaram entrada no mercado, que movimenta aproximadamente R$ 150 bilhões anuais. A mudança nas regras amplia a participação de novos agentes financeiros, intensificando a concorrência entre operadoras tradicionais e bancos digitais no segmento de benefícios alimentares.

*Mercado Valor · Economia · 07 de setembro de 2026 · Bianca Solano*

O setor de vale-refeição vive nova disputa após mudanças nas regras. BTG Pactual e C6 Bank anunciam entrada no mercado que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano.

A entrada de BTG Pactual e C6 Bank no setor de benefícios corporativos marca uma nova fase para o vale-refeição, indústria historicamente concentrada em Alelo, Pluxee, VR Benefícios e Ticket. As reformas no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) reduziram barreiras e atraíram novas instituições financeiras para um mercado que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano.

As novas normas proíbem operadoras com mais de 500 mil clientes de atuar em arranjos de pagamento fechados. Com o Decreto 12.712, de 2025, o cartão benefício deve rodar em infraestrutura aberta, unificada e interoperável. A regulação também define teto para taxas e reduz para 15 dias o prazo de repasse aos restaurantes.

O novo cenário beneficia empresas de benefícios flexíveis, como Caju, Flash e Swile, que já usam bandeiras abertas. Credenciadoras antigas, como Alelo, que pertence à Elopar, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, e a Ticket, com participação do Itaú Unibanco, agora enfrentam concorrência ampliada.

"Os bancos sempre tiveram uma briga muito grande pela folha salarial das empresas", explica Doug Storf, CEO da Swap, fintech de banking as a service. "Você ter uma oferta de benefícios atrelada aumenta a proposta de valor desses bancos para competir."

O C6 Bank, que tem o J.P. Morgan como sócio, confirmou operação para emitir cartões benefícios no segundo semestre. O BTG Pactual lançará cartão com bandeira Mastercard, unindo vale-alimentação e refeição. Bruno Peuker, head de banking do BTG, afirma que a aposta reflete visão de longo prazo: "Essa proposta reúne, em uma única solução, a experiência de um produto digital de benefícios com a amplitude de produtos e serviços financeiros do BTG."

Cerca de 40 milhões de trabalhadores CLT no Brasil podem receber esses benefícios, sendo 22 milhões via PAT, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Storf projeta: "O mercado varia entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões transacionados anualmente e agora veremos uma briga maior por esse pool já existente."

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/vale-refeicao-entra-nova-disputa-apos-mudanca-regras-setor/
