# IA especializada por profissão: plataformas nicho ganham espaço

> Plataformas de IA especializadas por profissão, como Harvey para Direito, Architecht para arquitetura e Viz.ai para saúde, expandem participação no mercado. Essas ferramentas otimizam tarefas repetitivas, como revisão de contratos, geração de plantas e triagem de exames, liberando profissionais para funções estratégicas. A adoção cresce em setores regulados, onde precisão e conformidade são prioridade, reduzindo erros e acelerando entregas.

*Mercado Valor · Economia · 07 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

Ferramentas de IA especializadas em setores como Direito, arquitetura e saúde ganham espaço. Veja como elas otimizam tarefas e liberam tempo para funções estratégicas.

A corrida da inteligência artificial entre grandes desenvolvedoras, como OpenAI e Anthropic, parece focada em alcançar uma IA que se aprimore sozinha. Mas, no cotidiano, a escolha por uma única ferramenta está se tornando cada vez mais distante, já que as diferenças de habilidade entre elas ligam a decisão à tarefa a ser executada.

A tendência é o uso de plataformas especializadas por setor, que automatizam atividades administrativas e liberam tempo para funções estratégicas. Advogados, arquitetos e médicos já contam com soluções verticais de IA, como mostram os casos da LawAgent, da ANA e do Freud IA.

## Casos de IA especializada em diferentes profissões

No Direito, a LawAgent, criada para escritórios e departamentos jurídicos, surgiu para evitar erros de fundamentação em documentos. Segundo o advogado tributarista e cofundador Bruno Abreu, a plataforma nasceu de um problema concreto: a elaboração de peças tributárias, onde um precedente inventado pode comprometer uma tese inteira. A ferramenta auxilia na pesquisa, elaboração e revisão de peças, usando apenas fontes verificáveis e sinalizando informações não confirmadas. Em fase de testes, a startup conta com 45 advogados cadastrados e adota pagamento por consumo, sem custo de implementação.

Na arquitetura, a IA ANA foi criada pela arquiteta Renata Pocztaruk, fundadora da ArqExpress, para reduzir tarefas administrativas e documentais em projetos. A plataforma evoluiu de uma solução de renderização para um sistema de gestão completa, com geração de imagens, vídeos, moodboards e controle de projetos. Em menos de um ano, alcançou mais de 2.500 usuários e gera cerca de 100 mil renders por mês. Para Renata, a IA não cria organização do zero, mas potencializa escritórios com processos estruturados.

Na medicina, o Freud IA, desenvolvido pela Fill Tecnologia, atua como assistente digital para profissionais de saúde. O projeto nasceu da observação de Fernando Juriati sobre o impacto da documentação manual na rotina da esposa, a psiquiatra Lauren Juriati. A ferramenta faz transcrição automática de consultas, organiza prontuários, apoia decisões clínicas com base em evidências e atende pacientes por WhatsApp. Em fase beta, está disponível para especialidades como psiquiatria, neurologia, endocrinologia e oftalmologia. A empresa reforça que a decisão clínica é sempre do médico.

Os três casos mostram um movimento comum: usar IA para tarefas de baixo valor agregado, sem substituir profissionais, mas ampliando a eficiência e liberando tempo para o que exige atuação humana IA generativa no trabalho.

## O que esperar das IAs verticais

A especialização tende a crescer conforme usuários alternam plataformas para texto, planilhas ou convites, como já é comum. A produtividade medida por tempo economizado, e não por volume de tarefas, deve orientar a adoção dessas ferramentas produtividade com IA.

A cautela fica por conta da validação final: a IA apoia, mas a responsabilidade permanece com o profissional, como indicam os casos citados.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/uma-ia-cada-um-plataformas-especializadas-profissionais-ganham-espaco/
