# Tarifaço perde força? Goldman Sachs reduz estimativa para tarifa média dos EUA ao Brasil

> Goldman Sachs reduziu a estimativa para a tarifa média dos Estados Unidos aplicada ao Brasil, indicando possível arrefecimento do tarifaço. A revisão sinaliza impacto positivo nas exportações brasileiras e abre espaço para negociações bilaterais mais favoráveis, embora o cenário ainda dependa de desdobramentos políticos e comerciais entre os dois países.

*Mercado Valor · Economia · 16 de julho de 2026 · Bianca Solano*

O Goldman Sachs reduziu a estimativa para a tarifa média dos Estados Unidos aplicada ao Brasil, sinalizando possível arrefecimento do tarifaço. Entenda o impacto nas exportações brasileiras e o que esperar das negociações bilaterais.

## Tarifaço perde força? Goldman Sachs reduz estimativa para a tarifa média dos EUA aplicada ao Brasil

O Goldman Sachs revisou para baixo a projeção da tarifa média imposta pelos Estados Unidos às importações brasileiras. O banco estima agora alíquota de 9,5%, ante 12% do cenário anterior, segundo relatório divulgado em junho de 2026. A mudança sinaliza que o tarifaço pode estar perdendo força, com impacto direto nas exportações brasileiras.

Sim, o tarifaço perde força segundo o Goldman Sachs. O banco reduziu a estimativa para a tarifa média dos EUA aplicada ao Brasil de 12% para 9,5%, com base em dados de comércio bilateral e sinalizações de negociação. A revisão reflete menor risco de escalada protecionista no curto prazo.

## O que diz o relatório do Goldman Sachs

O documento, assinado pela equipe de pesquisa econômica para América Latina, aponta que a redução reflete três fatores: a desaceleração das ameaças tarifárias por parte do governo americano, o avanço nas negociações bilaterais entre Brasil e EUA e a acomodação dos preços de commodities, que reduz a pressão protecionista.

Segundo o Goldman Sachs, a tarifa média efetiva aplicada aos produtos brasileiros em maio de 2026 ficou em 8,2%. A projeção de 9,5% incorpora riscos residuais de novas sobretaxas, mas em magnitude menor que o previsto em janeiro.

## Impacto nas exportações brasileiras

Com a tarifa menor, setores como siderurgia, carnes e suco de laranja ganham fôlego. O Brasil exportou US$ 42 bilhões aos Estados Unidos em 2025, dos quais 65% são produtos manufaturados (Ministério da Economia, balança comercial, 2025). Uma redução de 2,5 pontos percentuais na tarifa média representa economia aproximada de US$ 1 bilhão ao ano para exportadores.

No caso do aço, as tarifas da Seção 232 permanecem em 25%, mas a nova estimativa considera que a cota de isenção para o Brasil será mantida cota aço EUA Brasil. Para carnes, a alíquota média caiu de 15% para 11% com a revisão.

## Cenário comercial bilateral

O governo brasileiro tem buscado acordos setoriais com Washington desde o início de 2026. Em abril, o Ministério das Relações Exteriores anunciou a abertura de mesa de negociação para redução de barreiras não tarifárias (Itamaraty, nota oficial, 14/abr/2026). A sinalização do Goldman Sachs reforça a leitura de que o diálogo avança.

Para o consumidor brasileiro, tarifas mais baixas nos EUA significam menor risco de retaliação comercial, o que segura a inflação de importados. Já para o produtor local, a concorrência americana pode aumentar em setores como máquinas e químicos.

## O que esperar para os próximos meses

O Goldman Sachs condiciona a nova estimativa a dois cenários: manutenção do diálogo bilateral e ausência de novas medidas protecionistas unilaterais por parte dos EUA. Se o Congresso americano aprovar a proposta de tarifa mínima universal de 10%, o Brasil pode ser afetado indiretamente, com impacto limitado tarifa mínima universal EUA.

Para o exportador brasileiro, o momento exige atenção às janelas de oportunidade. Setores com maior margem de negociação, como etanol e algodão, podem se beneficiar de acordos específicos.

## Perguntas Frequentes

### A tarifa média dos EUA ao Brasil realmente caiu?

Sim, segundo o Goldman Sachs, a estimativa foi reduzida de 12% para 9,5%, com base em dados de comércio e negociações.

### O tarifaço acabou?

Não. O risco de novas tarifas ainda existe, mas a probabilidade de escalada diminuiu no curto prazo, segundo o banco.

### Quais setores brasileiros mais ganham com a redução?

Siderurgia, carnes, suco de laranja e etanol são os mais beneficiados pela tarifa média menor.

### O governo brasileiro negociou essa redução?

O Itamaraty mantém mesa de negociação desde abril de 2026, focada em barreiras não tarifárias e cotas.

### Como a tarifa afeta o consumidor brasileiro?

Menos tarifas reduzem risco de inflação de importados e de retaliação comercial que encareceria produtos.

### O Goldman Sachs revisou para outros países?

O relatório cita revisões também para México e Chile, com reduções similares nas tarifas médias.

### Quando o relatório foi divulgado?

Em junho de 2026, com base em dados de maio do mesmo ano.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/tarifaco-perde-forca-goldman-sachs-reduz-estimativa-tarifa-media-eua-aplicada-ao/
