Vendas do setor de livros e jornais disparam 15,2% com sucesso de figurinhas da Copa
As vendas do setor de livros e jornais dispararam 15,2% em maio de 2026, segundo o IBGE, puxadas pelo sucesso dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. O crescimento reflete a demanda por itens sazonais e reposiciona o segmento no varejo.
Vendas do setor de livros e jornais disparam 15,2% com sucesso de figurinhas da Copa
As vendas do setor de livros e jornais cresceram 15,2% em maio de 2026, de acordo com o IBGE, impulsionadas pelo lançamento dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. O resultado é o maior para o mês desde 2012 e reflete a força de produtos sazonais no varejo brasileiro. O dado faz parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
O que explica o salto de 15,2% nas vendas de livros e jornais?
A alta de 15,2% nas vendas do segmento de livros, jornais, revistas e papelaria em maio de 2026 foi puxada principalmente pela comercialização de álbuns de figurinhas oficiais da Copa do Mundo. O IBGE registrou que o setor teve o melhor desempenho para o mês em 14 anos.
Produtos sazonais como álbuns e pacotes de figurinhas geram picos de venda em anos de Copa. O fenômeno não é novo: em 2014 e 2018, o mesmo padrão foi observado. Em 2026, a demanda foi amplificada pelo retorno do evento após o ciclo de 2022, que ocorreu no fim do ano.
O papel dos álbuns de figurinhas no varejo
Os álbuns de figurinhas da Copa são um dos principais itens de papelaria em anos de Mundial. A procura começa semanas antes do evento e se intensifica com o início da competição. Em 2026, a Panini, licenciada oficial, distribuiu mais de 100 milhões de pacotes no Brasil, segundo estimativas do setor.
A venda de figurinhas movimenta não apenas bancas de jornal, mas também grandes redes varejistas e plataformas online. O impacto no volume de vendas do segmento é imediato e mensurável.
Como o IBGE mede as vendas do setor de livros e jornais?
O IBGE calcula as vendas do setor por meio da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que coleta dados de empresas formais com 20 ou mais funcionários. O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria inclui papelarias, livrarias e bancas de jornal.
A PMC captura a receita nominal de vendas e ajusta pela inflação para gerar o volume real. O crescimento de 15,2% em maio de 2026 é o maior desde maio de 2012, quando o setor avançou 18,7% (IBGE, PMC histórica, 2012).
Variação acumulada e tendências
No acumulado do ano até maio de 2026, o setor de livros e jornais registra alta de 8,3% (IBGE, PMC, mai/2026). O resultado é superior à média do varejo restrito, que cresceu 4,1% no mesmo período. A diferença reflete o peso dos itens sazonais no desempenho do segmento.
Para os próximos meses, a tendência é de desaceleração gradual, já que o pico de vendas de figurinhas ocorre nos meses de pré-Copa e início do torneio. Jornais e livros didáticos, por outro lado, mantêm demanda mais estável ao longo do ano.
Impacto no varejo brasileiro
O bom desempenho do setor de livros e jornais contribuiu para o resultado geral do varejo em maio de 2026. As vendas do varejo restrito subiram 1,2% no mês, segundo o IBGE. Sem o impulso das figurinhas, o segmento de livros e jornais teria registrado queda.
A alta de 15,2% também beneficiou o comércio eletrônico, já que muitos consumidores compram álbuns e figurinhas online. Marketplaces e sites especializados reportaram aumento de até 40% nas buscas por itens de Copa em maio.
Comparação com outros setores
Enquanto livros e jornais dispararam, outros segmentos do varejo tiveram desempenho misto. Hipermercados e supermercados cresceram 0,8%, enquanto móveis e eletrodomésticos recuaram 0,5% (IBGE, PMC, mai/2026). A disparidade reforça o caráter sazonal e localizado do fenômeno das figurinhas.
Perspectivas para o setor de papelaria e livrarias
A expectativa para o segundo semestre de 2026 é de crescimento moderado. O fim da Copa reduz a demanda por figurinhas, mas a volta às aulas e o Natal devem compensar parte da queda. Livrarias e papelarias que apostaram em estoques de álbuns tiveram retorno rápido.
Para o varejo de livros, o desafio é manter o ritmo de vendas sem o gatilho sazonal. A venda de livros físicos cresceu 2,1% no primeiro trimestre de 2026 (Câmara Brasileira do Livro, dados preliminares), indicando recuperação gradual.
O que esperar das vendas de figurinhas em 2027?
Anos sem Copa tendem a ter desempenho mais fraco para o setor. Em 2025, por exemplo, as vendas do segmento de livros e jornais caíram 1,8% (IBGE, PMC, 2025). O ciclo de quatro anos da Copa cria picos e vales que varejistas precisam planejar.
Perguntas Frequentes
Por que as vendas de livros e jornais subiram tanto em maio?
O crescimento de 15,2% foi impulsionado pelo lançamento dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, que geraram alta demanda em papelarias, bancas e lojas online.
O IBGE considera figurinhas como parte do setor de livros e jornais?
Sim. O IBGE inclui álbuns de figurinhas e itens de papelaria no segmento de livros, jornais, revistas e papelaria da Pesquisa Mensal do Comércio.
Qual foi o maior crescimento do setor de livros e jornais desde 2012?
O maior crescimento foi em maio de 2012, com alta de 18,7%. O resultado de maio de 2026, de 15,2%, é o segundo maior do período.
O crescimento de 15,2% se mantém nos meses seguintes?
Provavelmente não. O pico de vendas de figurinhas ocorre em maio e junho, com desaceleração após o início da Copa. O acumulado do ano deve ficar abaixo do pico mensal.
Como o resultado afeta o varejo como um todo?
O setor de livros e jornais ajudou o varejo restrito a crescer 1,2% em maio. Sem o impulso das figurinhas, o segmento teria registrado queda, puxando o resultado geral para baixo.
impacto das figurinhas no varejo como o IBGE calcula a PMC