# Soja despenca em Chicago após USDA elevar safra dos EUA

> A soja negociada em Chicago recuou após o USDA elevar a produção dos Estados Unidos para 4,535 bilhões de bushels, acima do esperado por analistas. Os contratos da nova safra caíram 35,75 centavos, a US$12,965 por bushel, refletindo a pressão de uma oferta maior que a projetada pelo mercado.

*Mercado Valor · Economia · 11 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

Relatório do USDA elevou a produção de soja dos EUA para 4,535 bilhões de bushels, acima do esperado por analistas. Em Chicago, os contratos da nova safra recuaram 35,75 centavos, a US$12,965 por bushel.

Os contratos futuros da soja em Chicago ampliaram as perdas na sexta-feira (11), logo após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que elevou sua previsão para a produção norte-americana.

Segundo o USDA, os agricultores colherão 4,535 bilhões de bushels de soja, com rendimento médio de 52,8 bushels por acre. Em agosto, a agência havia projetado 4,519 bilhões de bushels e rendimento de 52,7 bushels. Analistas esperavam uma safra menor, de 4,501 bilhões de bushels.

A soja da nova safra fechou com queda de 35,75 centavos, a US$12,965 por bushel.

## O que o relatório do USDA mudou

O número veio acima do que o mercado projetava. Quando a oferta esperada cresce, o preço tende a ceder, e foi o que ocorreu com a soja logo após a publicação dos dados.

O movimento não foi isolado. O milho operou por um curto período em alta após o relatório, mas fechou em baixa de 3,50 centavos, a US$5,325 por bushel. Alguns traders esperavam uma redução ainda maior na estimativa do USDA para o cereal.

O trigo também terminou o dia em baixa, com o mercado avaliando movimentos diplomáticos para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O contrato dezembro perdeu 12,50 centavos, a US$7,4125 por bushel.

## Por que a soja reage tanto ao relatório

O relatório de oferta e demanda do USDA é uma das principais referências para o mercado agrícola. Ele reúne estimativas de produção, estoques e consumo, e costuma provocar ajustes rápidos nos preços quando os números divergem do que analistas e traders esperavam.

No caso da soja, a combinação de produção maior e rendimento acima do projetado em agosto pressionou as cotações da nova safra. O mercado passou a precificar uma oferta mais confortável do que a imaginada antes do relatório.

Para quem acompanha o setor, o recado é o de sempre: relatório do USDA é evento de calendário, e a reação costuma ser imediata. Depois, o mercado volta a olhar para clima, demanda da China e câmbio. Nada garante que a queda da sexta se sustente na semana seguinte.

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