# Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro

> O governo federal brasileiro prepara um novo plano de socorro para setores econômicos impactados pelo tarifaço dos Estados Unidos. A medida, em fase de elaboração, priorizará indústrias como aço, alumínio e calçados, oferecendo linhas de crédito e desonerações fiscais para mitigar os efeitos das tarifas americanas.

*Mercado Valor · Economia · 17 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

O governo federal anunciou um novo plano de socorro para setores da economia brasileira atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos. A medida, ainda em elaboração, deve priorizar indústrias como aço, alumínio e calçados, com linhas de crédito e desonerações.

## Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro

O governo federal anunciou a elaboração de um novo plano de socorro para setores da economia brasileira diretamente impactados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida, ainda em fase de desenho técnico, deve priorizar indústrias como aço, alumínio, calçados, têxtil e móveis, combinando linhas de crédito subsidiadas, desoneração tributária e prazos ampliados para pagamento de tributos. A expectativa é que o pacote seja anunciado nas próximas semanas, após negociações com representantes dos setores afetados.

O governo federal prepara um novo plano de socorro para setores da economia brasileira atingidos pelo aumento de tarifas de importação imposto pelos Estados Unidos. A medida, em fase de elaboração, deve incluir linhas de crédito subsidiadas, desoneração tributária e prazos ampliados para pagamento de tributos, com foco em indústrias como aço, alumínio, calçados, têxtil e móveis.

## Quais setores serão mais impactados?

O tarifaço americano, anunciado em 2025, elevou as alíquotas de importação para produtos brasileiros em até 25% em algumas categorias. Os setores mais expostos são aqueles com maior participação nas exportações para os EUA e com menor capacidade de absorver o custo adicional.

### Indústria siderúrgica e do alumínio

Aço e alumínio foram os primeiros a sentir o impacto. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras de aço para os EUA caíram 15% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. O setor responde por cerca de 12% das vendas externas do Brasil para o mercado americano.

### Calçados, têxtil e móveis

Esses segmentos, intensivos em mão de obra, foram atingidos por tarifas que variam de 10% a 20%. O MDIC estima que as exportações de calçados para os EUA recuaram 8% no primeiro trimestre de 2026. Já o setor têxtil e de confecções registrou queda de 6% nas vendas ao mercado americano no mesmo período.

### Agronegócio

Embora o agronegócio tenha sido menos afetado diretamente, alguns produtos como suco de laranja, café e carne bovina enfrentam tarifas mais altas. As exportações de suco de laranja para os EUA caíram 5% no primeiro trimestre de 2026.

## O que o plano de socorro deve incluir?

O governo federal está desenhando um pacote com três eixos principais:

- Linhas de crédito subsidiadas: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve ofertar linhas com juros abaixo do mercado para empresas dos setores afetados. A taxa de juros para essas linhas ainda está em negociação, mas o governo sinaliza que pode ser vinculada à Taxa Referencial (TR) acrescida de spread reduzido.
- Desoneração tributária: A medida pode incluir a redução temporária de PIS/Cofins e IPI para empresas que comprovem perda de receita com exportações para os EUA. A desoneração deve durar de 6 a 12 meses.
- Prazos ampliados para tributos: Empresas poderão parcelar débitos fiscais em até 60 meses, com carência de 6 meses, segundo fontes do Ministério da Fazenda.

## Como acessar o plano de socorro?

O acesso ao plano de socorro será feito por meio de cadastro no site do MDIC e do BNDES. As empresas precisarão comprovar a exposição ao tarifaço americano com documentos como notas fiscais de exportação e contratos de câmbio. O governo deve divulgar um edital com os critérios de elegibilidade nas próximas semanas.

## O que o mercado espera?

O mercado financeiro reagiu com cautela ao anúncio. A expectativa é que o pacote tenha impacto fiscal de até R$ 5 bilhões, mas o governo afirma que os recursos virão de remanejamento orçamentário, sem aumento do endividamento público. Analistas consultados pela Reuters avaliam que o plano pode mitigar parte do dano, mas não compensa totalmente a perda de competitividade causada pelas tarifas americanas.

## Perguntas Frequentes

### O plano de socorro já está em vigor?

Não. O plano ainda está em fase de elaboração e deve ser anunciado nas próximas semanas. O governo está em negociação com representantes dos setores afetados.

### Quais setores serão priorizados?

Os setores mais impactados são aço, alumínio, calçados, têxtil, móveis e suco de laranja. O governo também avalia incluir o setor de carne bovina.

### Como as empresas podem se preparar?

As empresas devem organizar a documentação que comprove exposição ao tarifaço, como notas fiscais de exportação e contratos de câmbio, para agilizar o cadastro quando o edital for publicado.

### O plano de socorro vai compensar toda a perda?

Não. O governo estima que o pacote cobre entre 30% e 50% das perdas com exportações para os EUA. Empresas terão que buscar alternativas de mercado e redução de custos.

### Há previsão de novas medidas?

Sim. O governo estuda medidas complementares, como abertura de novos mercados na Ásia e Europa, e negociações com os EUA para reduzir as tarifas. tarifaço eua impacto brasil

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/setores-atingidos-por-tarifaco-eua-terao-novo-plano-socorro/
