Rogério Marinho: sessão do STF foi para ganhar tempo
O senador Rogério Marinho (PL-RN) classificou como protelatória a sessão do STF que terminou sem decisão sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele disse que o adiamento serve para ganhar tempo e permitir novos vazamentos.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta terça-feira, 15, o adiamento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Para ele, a sessão teve caráter protelatório.
Em declaração a jornalistas no Senado, Marinho afirmou que o adiamento foi feito para ganhar tempo, permitir novos vazamentos, aumentar o tumulto judicial e tentar livrar Moraes de prestar contas como qualquer cidadão brasileiro. Ele também disse que a sessão passou sensação de impunidade e frustração à sociedade, e que há uma tentativa de blindar o ministro e impedir esclarecimentos em eventual investigação.
O parlamentar ainda afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta se afastar politicamente de Moraes. Segundo Marinho, Lula fez várias declarações colocando Moraes como defensor da democracia e alguém que salvou o Brasil, e agora tenta se afastar dele.
A sessão sobre a possível investigação de Moraes terminou sem decisão, após embates entre ministros e pedido de vista de Flávio Dino. A pauta também previa pesquisa com perguntas específicas sobre a percepção do eleitorado a respeito do Judiciário e o impacto nas campanhas eleitorais.
STF e o julgamento sobre investigação de ministros
A fala de Marinho ocorre em um momento de atenção do mercado político ao calendário do STF, que costuma influenciar a percepção de risco institucional. A ausência de decisão mantém o tema em aberto e prolonga a incerteza sobre os próximos passos do processo.