# Renan Santos descarta privatizar Petrobras e Embrapa, mas quer vender Correios

> Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, descartou privatizar Petrobras e Embrapa durante sabatina da Jovem Pan nesta terça-feira (8). O presidenciável defendeu a venda dos Correios e de "empresas inúteis" como parte de proposta de enxugamento estatal. A declaração distingue estatais estratégicas de setores considerados não essenciais pelo plano de governo.

*Mercado Valor · Economia · 08 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, descartou privatizar Petrobras e Embrapa, mas defendeu vender Correios e 'empresas inúteis'. Declaração foi em sabatina da Jovem Pan nesta terça (8).

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, descartou a privatização da Petrobras (PETR4) caso seja eleito, mas defendeu a venda de Correios e de empresas que considera "inúteis". A posição foi apresentada durante sabatina da Jovem Pan nesta terça (8).

"Empresas que são estratégicas pro Brasil, em setores estratégicos, eu vou manter, porque são questões de geopolítica e de sobrevivência, e uma delas é a Embrapa", afirmou. Para ele, a estatal "entregou pro Brasil demais". Santos citou o complexo formado pela Embrapa, pela Esalq, em São Paulo, e pela universidade de Viçosa, em Minas Gerais, como base do crescimento da agricultura brasileira.

O presidenciável também criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL). "Nós vivemos um surto coletivo naquele período", disse, referindo-se a episódios como a declaração do ex-presidente de que era "imbroxável". "A turma do Jair Bolsonaro no governo anterior defendeu um monte de maluquice. Um monte de senhores que acreditaram naquelas maluquices, acreditaram e terminaram na cadeia", completou.

Santos voltou a defender a política de armas nucleares no Brasil, por meio de mudança constitucional. Ele reconheceu que o tema não deve ser tratado no primeiro mandato, nem de qualquer presidente que queira fazê-lo, projetando um horizonte para além de oito anos.

O cenário das estatais brasileiras segue em debate na campanha. Enquanto alguns candidatos defendem desestatização ampla, Santos adota critério seletivo: mantém o que considera estratégico, como Petrobras e Embrapa, e quer se desfazer do que classifica como inútil, caso dos Correios. A posição reflete uma leitura de soberania nacional aplicada a setores específicos. privatização de estatais no Brasil

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