Economia

Produção de petróleo e gás no Brasil cresce 14% no 2º trimestre e atinge recorde

ResumoA Petrobras registrou produção recorde de petróleo e gás no 2º trimestre de 2026, atingindo 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume representa alta de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado pela melhoria na eficiência de navios-plataforma e pela entrada de novos poços.

A Petrobras registrou produção recorde de petróleo e gás no 2º trimestre de 2026, com 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 14,1% ante o mesmo período de 2025. O desempenho reflete a melhoria na eficiência de navios-plataforma e a entrada de novos poços nas

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 29 de julho de 2026
Produção de petróleo e gás no Brasil cresce 14% no 2º trimestre e atinge recorde

A Petrobras atingiu um marco histórico no segundo trimestre de 2026. A produção total de petróleo e gás, que inclui óleo, líquido de gás natural e gás natural, alcançou 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), o maior volume já registrado pela companhia.

Esse número representa um crescimento de 14,1% na comparação com o mesmo período de 2025 e uma alta de 3,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026, segundo informações divulgadas pela estatal.

O que explica o recorde de produção?

De acordo com a Petrobras, o desempenho recorde tem causas bem definidas. A empresa atribui o resultado à melhoria na eficiência operacional de três navios-plataforma (FPSOs): o Maria Quitéria, no campo de Jubarte; o Alexandre de Gusmão; e a P-78, no campo de Mero. Além disso, entrou em operação o FPSO P-79, localizado no campo de Búzios, um dos maiores campos de petróleo em águas profundas do mundo.

A companhia informou que, no trimestre, dez novos poços produtores começaram a operar. Desses, quatro estão na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. Essas duas regiões concentram os principais investimentos da Petrobras em exploração e produção.

Exportações em alta, importações em queda

O aumento da produção doméstica gerou reflexos diretos no comércio exterior de petróleo. As exportações brasileiras cresceram para cerca de 1 milhão de barris por dia (bpd) no segundo trimestre de 2026.

No sentido oposto, as importações de óleo recuaram para 89 mil barris por dia (mbpd) no mesmo período. Segundo a Petrobras, esse é o menor volume importado desde o período anterior à pandemia de covid-19.

A combinação de exportações maiores com importações menores reforça a posição do Brasil como player relevante no mercado global de petróleo, especialmente em um cenário internacional turbulento.

Refinarias operam acima da capacidade nominal

Outro dado de destaque no balanço da estatal é o fator de utilização das refinarias. No segundo trimestre de 2026, esse indicador atingiu 101,2%. Isso significa que o parque de refino operou acima de sua capacidade nominal, um feito que exige alta eficiência operacional e manutenção programada bem executada.

A Petrobras explica que, diante do cenário de guerra no Oriente Médio e da oscilação do valor do petróleo no mercado global, a maior utilização do parque de refino "tem sido fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional". A frase, destacada pela própria companhia, aponta a estratégia de usar a capacidade instalada para mitigar riscos de desabastecimento interno.

Vendas internas estáveis, com mudança no mix

As vendas de derivados no mercado interno se mantiveram em patamar semelhante ao do primeiro trimestre de 2026. No entanto, houve uma mudança na composição dessas vendas. O aumento da comercialização de diesel e GLP (gás liquefeito de petróleo) compensou a retração do consumo de outros produtos.

Esse movimento reflete, em parte, a sazonalidade da economia brasileira e as variações na atividade industrial e no transporte de cargas. O diesel, principal combustível do setor de logística, e o GLP, usado em residências e comércios, mantiveram demanda firme.

Contexto histórico e perspectivas

O recorde de 3,34 milhões de boed consolida a trajetória de recuperação e expansão da produção nacional, que vinha sendo impulsionada pelos campos do pré-sal, especialmente nas bacias de Santos e Campos. A entrada em operação de novos FPSOs e a perfuração de poços adicionais são os motores desse crescimento.

Para o mercado, a capacidade de manter ou superar esse patamar dependerá de fatores como a continuidade dos investimentos em novos poços, a eficiência operacional das plataformas existentes e o cenário geopolítico global. A guerra no Oriente Médio, citada pela Petrobras, adiciona uma camada de incerteza que pode tanto elevar os preços quanto afetar a logística de exportação.

Perguntas Frequentes

Qual foi a produção recorde de petróleo e gás no Brasil no 2º trimestre de 2026?

A produção total atingiu 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), o maior volume já registrado pela Petrobras.

Quanto cresceu a produção em relação ao mesmo período de 2025?

O crescimento foi de 14,1% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

O que impulsionou o aumento da produção?

A melhoria na eficiência dos navios-plataforma Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78, além do início da operação do FPSO P-79, no campo de Búzios. Também entraram em operação dez novos poços produtores.

Como ficaram as exportações e importações de petróleo?

As exportações subiram para cerca de 1 milhão de bpd, enquanto as importações caíram para 89 mil bpd, o menor volume desde antes da pandemia.

Qual foi o fator de utilização das refinarias?

O fator de utilização chegou a 101,2% no segundo trimestre de 2026.

As vendas internas de derivados aumentaram?

As vendas se mantiveram em patamar semelhante ao do primeiro trimestre, com alta na comercialização de diesel e GLP compensando a retração de outros produtos.

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