# Presidente de Cuba acusa EUA de "genocídio político" no aniversário da revolução

> O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou os Estados Unidos de "genocídio político" durante o 73º aniversário da revolução cubana. Díaz-Canel criticou o embargo petrolífero e as sanções impostas pelo governo de Donald Trump, que agravaram a crise econômica na ilha. A declaração ocorreu em discurso neste domingo.

*Mercado Valor · Economia · 27 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou os EUA de "genocídio político" em discurso neste domingo, durante as comemorações do 73º aniversário da revolução. Ele criticou o embargo petrolífero e as sanções de Trump, que aprofundaram a crise econômica na ilha.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou os Estados Unidos de praticar "genocídio político" contra Cuba, em discurso neste domingo durante as comemorações do 73º aniversário da revolução. A declaração ocorre em meio ao agravamento da crise econômica na ilha, marcada por apagões rotativos e escassez de combustível, que Díaz-Canel atribui ao embargo petrolífero e às sanções ampliadas do governo do presidente norte-americano Donald Trump. O presidente cubano classificou a política de Washington como "genocídio político", em forte condenação ao que chamou de busca por um bode expiatório para os problemas internos dos EUA.

## O discurso de Díaz-Canel e a acusação de genocídio político

Em seu pronunciamento, Díaz-Canel criticou diretamente o embargo petrolífero imposto pelos EUA e o endurecimento das sanções sob a gestão Trump. Ele afirmou que a política norte-americana não se trata apenas de buscar um "bode expiatório", mas de encontrar alguém para culpar pelos protestos dos setores mais afetados por uma economia que, segundo ele, torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. "Ao acusar Cuba, eles não estão apenas procurando um bode expiatório, um agente externo. Estão procurando alguém para culpar pelos protestos dos setores mais afetados por uma economia que torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres", disse Díaz-Canel, acrescentando que os EUA buscam "uma nova desculpa para sustentar seu genocídio político contra Cuba".

### O contexto do 73º aniversário da revolução

O discurso fez parte das comemorações do governo cubano para marcar o 73º aniversário da primeira ofensiva das guerrilhas de Fidel Castro contra o exército do líder Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA, em 1953. Esse evento deu início a uma rebelião que derrubou Batista mais de cinco anos depois. O feriado, considerado o mais importante do calendário cubano, contou com apresentações artísticas diante de milhares de apoiadores do governo, segundo a fonte.

## Crise econômica em Cuba: apagões, escassez e paralisação

A crise econômica sem precedentes na ilha tem se aprofundado com o embargo petrolífero e as sanções ampliadas do governo Trump. A fonte relata que a situação provocou apagões rotativos e escassez de combustível em toda a ilha, além de múltiplas falhas na rede elétrica em nível nacional. O esgotamento do estoque de combustível levou várias empresas internacionais, especialmente nos setores de turismo e financeiro, a encerrar operações em Cuba. O transporte público do país ficou paralisado e o ano letivo foi encurtado por falta de combustível.

### A resposta de Washington e a acusação de infiltração

Díaz-Canel também criticou um relatório recente do Departamento de Estado dos EUA, que acusou Cuba de se infiltrar no governo norte-americano e de apoiar uma "onda sem precedentes de terrorismo de esquerda em solo americano". Em contrapartida, Washington culpa o governo cubano pela má gestão econômica e pela falta de investimento. A fonte não fornece detalhes sobre a veracidade ou o conteúdo integral do relatório, mas destaca que o governo Trump intensificou seus ataques a grupos de esquerda dentro dos Estados Unidos.

## O pedido de paz e o agradecimento à ajuda internacional

Em seu discurso, Díaz-Canel pediu o fim das sanções e do bloqueio petrolífero, além de agradecer aos grupos internacionais que enviaram ajuda humanitária e suprimentos para a ilha. Ele declarou: "Que Cuba viva em paz, e que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos, sem esperar reconhecimento e muitas vezes enfrentando perseguição, prisão e riscos à própria vida". O presidente cubano também afirmou que "Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos nem para qualquer outro país do mundo".

## Tensões crescentes entre Havana e Washington

O discurso ressaltou as crescentes tensões entre Havana e Washington, à medida que o embargo petrolífero e as sanções ampliadas do governo Trump aprofundaram a pior crise econômica de Cuba em décadas. A fonte indica que a crise levou a paralisação do transporte público e ao encurtamento do ano letivo, afetando diretamente a população cubana. O governo cubano, por sua vez, continua a culpar as sanções dos EUA pela situação, enquanto Washington aponta para a má gestão econômica local.

### O embargo petrolífero e seus efeitos na ilha

O embargo petrolífero, que Díaz-Canel classificou como parte do "genocídio político", tem sido um dos principais pontos de atrito entre os dois países. A fonte não especifica datas ou números exatos do embargo, mas destaca que ele provocou o esgotamento do estoque de combustível, resultando em falhas na rede elétrica e escassez generalizada. Empresas internacionais, especialmente nos setores de turismo e financeiro, encerraram operações em Cuba devido à crise, segundo a fonte.

## Perguntas Frequentes

### O que é o "genocídio político" acusado por Díaz-Canel?

O presidente cubano classificou o embargo petrolífero e as sanções do governo Trump como "genocídio político", afirmando que os EUA buscam um bode expiatório para seus problemas internos e uma desculpa para sustentar a política contra Cuba.

### Qual foi o contexto do discurso de Díaz-Canel?

O discurso ocorreu durante as comemorações do 73º aniversário da revolução cubana, que marca a primeira ofensiva das guerrilhas de Fidel Castro contra o exército de Fulgencio Batista em 1953.

### Como a crise econômica afeta Cuba atualmente?

A crise provocou apagões rotativos, escassez de combustível, falhas na rede elétrica, paralisação do transporte público e encurtamento do ano letivo, além de levar empresas internacionais a encerrar operações na ilha.

### O que o governo dos EUA respondeu às acusações?

Washington culpa o governo cubano pela má gestão econômica e pela falta de investimento, enquanto o Departamento de Estado acusou Cuba de infiltração e apoio ao terrorismo de esquerda.

### Díaz-Canel pediu o fim das sanções?

Sim, ele pediu o fim das sanções e do bloqueio petrolífero, agradecendo aos grupos internacionais que enviaram ajuda humanitária e suprimentos para a ilha.

### Cuba representa uma ameaça aos EUA?

Díaz-Canel afirmou que "Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos nem para qualquer outro país do mundo", em resposta às acusações de Washington.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/presidente-cuba-acusa-eua-genocidio-politico-aniversario-revolucao/
