# Exportações aos EUA em agosto: preços sustentam alta de 12,1%

> As exportações brasileiras aos EUA em agosto de 2024 totalizaram US$ 3,190 bilhões, registrando alta de 12,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de 8,6% nos preços médios dos produtos embarcados. O volume exportado apresentou variação menor, refletindo o impacto das tarifas comerciais sobre a competitividade dos itens brasileiros no mercado norte-americano.

*Mercado Valor · Economia · 04 de setembro de 2026 · Otávio Bandeira*

Em agosto, as exportações brasileiras aos EUA somaram US$ 3,190 bilhões, alta de 12,1% puxada pelo aumento de 8,6% nos preços médios. Entenda os números e os efeitos das tarifas.

As exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,190 bilhões em agosto, alta de 12,1% na comparação com o mesmo mês de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões. O avanço foi sustentado pelo aumento de 8,6% nos preços médios dos produtos vendidos aos estadunidenses, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Para o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, o resultado reflete a valorização dos produtos exportados. "Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%", disse ao apresentar os dados da balança comercial.

Entre os itens que mais contribuíram para o crescimento em valor estão aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina estão entre os produtos excetuados das novas tarifas aplicadas pelos EUA.

Apesar da alta de 8,6% no preço médio, o volume exportado aos EUA recuou 3,1% em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda chega a 13,6% em volume e a 9,7% em valor, para US$ 24,105 bilhões. As importações de produtos estadunidenses também diminuíram no ano: somaram US$ 27,316 bilhões entre janeiro e agosto, queda de 8,6%. Com isso, o déficit bilateral chegou a US$ 3,211 bilhões no período. Somente em agosto, as compras dos EUA cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, gerando déficit de US$ 824 milhões.

Brandão avaliou que as oscilações são esperadas diante das interferências no comércio bilateral. "Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo", afirmou. Segundo o Mdic, pouco mais de 20% do comércio com os EUA foi afetado pelas tarifas.

Enquanto isso, as exportações para a União Europeia avançaram com força em agosto: US$ 5,82 bilhões, alta de 46,4% em valor e 30,3% em volume. Petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina lideraram as vendas. Brandão citou a demanda por combustíveis por causa do conflito no Oriente Médio e o aquecimento do setor de tecnologia, que eleva a procura por cobre.

O superávit comercial brasileiro em agosto foi de US$ 7,39 bilhões, alta de 23,8%. No acumulado do ano, o saldo positivo chega a US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2%.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/precos-maiores-sustentam-alta-exportacoes-aos-eua-agosto/
