Tarifa de 12,5% dos EUA: anúncio pode sair na próxima semana, diz Apex
A Apex Brasil informou que os EUA podem anunciar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros na próxima semana. A medida afeta exportações e exige planejamento de empresas. Entenda os detalhes e os setores mais expostos.
Pode haver anúncio dos EUA sobre outra tarifa de 12,5% na próxima semana, segundo Apex
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) sinalizou que os Estados Unidos podem anunciar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros já na próxima semana. A informação foi divulgada em nota técnica da agência, que monitora barreiras comerciais e mudanças regulatórias internacionais. O possível aumento incide sobre uma pauta de exportações que já soma cerca de US$ 8 bilhões ao ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Possível anúncio de tarifa de 12,5% pelos EUA
A Apex Brasil, vinculada ao MDIC, afirmou que o governo americano avalia impor uma tarifa de 12,5% sobre itens como aço, alumínio, suco de laranja e etanol. A medida, se confirmada, se somaria a outras barreiras já existentes, como a tarifa de 25% sobre aço imposta em 2018. O anúncio pode ocorrer na próxima semana, durante reunião do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A Apex recomenda que exportadores acompanhem o Federal Register e os comunicados oficiais do USTR.
Impactos no comércio exterior brasileiro
O Brasil exportou para os EUA US$ 37,2 bilhões em 2025, segundo o MDIC. Setores como siderurgia (US$ 2,3 bilhões), alumínio (US$ 1,1 bilhão) e suco de laranja (US$ 1,8 bilhão) são os mais expostos. Uma tarifa de 12,5% pode reduzir a competitividade desses produtos no mercado americano, forçando empresas a buscarem alternativas como diversificação de mercados ou renegociação de contratos.
Setores mais afetados
- Siderurgia e alumínio: juntos, representam 9% das exportações brasileiras aos EUA. A tarifa de 12,5% se somaria às alíquotas já existentes, elevando o custo total para o importador americano.
- Suco de laranja: o Brasil é o maior exportador mundial, e os EUA são o principal destino. Uma tarifa adicional pode encarecer o produto em até 18% no varejo americano.
- Etanol: as exportações de etanol brasileiro aos EUA caíram 22% em 2025, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). A nova tarifa pode agravar o quadro.
Reação do governo brasileiro
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que acompanha o caso com prioridade. O Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) caso a tarifa seja confirmada, como já fez em disputas anteriores sobre aço e algodão. A Apex Brasil está em contato com a Câmara de Comércio Brasil-EUA para articular negociações bilaterais.
Como as empresas devem se preparar
Empresas exportadoras devem revisar contratos internacionais, especialmente cláusulas de reajuste de preço e força maior. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) recomenda simular cenários de tarifa de 12,5% e buscar linhas de crédito do BNDES para exportação linhas de crédito BNDES para exportação. Além disso, é prudente diversificar destinos, como China e União Europeia.
Perguntas Frequentes
O anúncio da tarifa de 12,5% é certo?
Não. A Apex Brasil informou que há possibilidade de anúncio na próxima semana, mas a medida ainda depende de decisão do governo americano. Fontes oficiais do USTR não confirmaram o teor da reunião.
Quais produtos serão afetados?
Aço, alumínio, suco de laranja e etanol estão na lista de produtos sob análise. A Apex Brasil não divulgou a pauta completa, mas esses setores são os mais citados em notas técnicas.
Como a tarifa impacta o consumidor brasileiro?
Indiretamente. Se as exportações caírem, pode haver excedente de oferta no mercado interno, reduzindo preços. Por outro lado, a perda de receita cambial pode pressionar o dólar, encarecendo importados.
O Brasil pode retaliar?
Sim. O Brasil pode elevar tarifas sobre produtos americanos, como milho, trigo e carne suína, que somam US$ 5 bilhões em importações. A OMC permite retaliação proporcional ao dano.
Onde acompanhar a decisão dos EUA?
No site do USTR (ustr.gov) e no Federal Register. A Apex Brasil também publica alertas em seu portal de inteligência comercial.