# PIB do Brasil deve desacelerar no 2º trimestre com impulso fiscal menor

> O PIB do Brasil deve desacelerar no 2º trimestre, com crescimento projetado entre 0,4% e 0,5%, após alta de 1,1% no 1º trimestre. A redução do impulso fiscal e a manutenção de juros elevados são os principais fatores para o ritmo mais fraco. A projeção reflete impacto menor de gastos públicos e condições monetárias restritivas.

*Mercado Valor · Economia · 31 de agosto de 2026 · Rubens Athayde*

Após crescer 1,1% no 1º trimestre, o PIB do Brasil deve desacelerar no 2º trimestre, com projeções entre 0,4% e 0,5%. Impulso fiscal menor e juros elevados explicam o ritmo.

Após surpreender com alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 (1T26), a economia brasileira deve desacelerar no 2º trimestre. O PIB será divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (1º), com expectativa de crescimento entre 0,4% e 0,5% na comparação trimestral com ajuste sazonal, segundo projeções de Bradesco, Itaú BBA e ASA. O ritmo menor reflete os efeitos dos juros elevados e de um impulso fiscal abaixo do projetado.

A desaceleração não indica um enfraquecimento abrupto, mas sim a materialização parcial dos estímulos esperados para o ano. Pelo lado da oferta, a indústria extrativa deve seguir como destaque positivo. O Bradesco projeta alta de 0,4%, sustentada pelo setor. Já o consumo das famílias continua avançando, embora em ritmo mais lento que no início do ano.

O Itaú BBA estima crescimento de 0,5% no trimestre e de 2,0% na comparação anual. "O PIB do 2T26 deve confirmar resultado abaixo do esperado inicialmente", afirma o banco em relatório. A ASA também projeta 0,5%, mas alerta para a perda de tração. "Apesar de ainda apontar expansão da atividade, o resultado deve confirmar um esfriamento na margem", avalia Leonardo Costa, economista da casa.

Para 2026, as instituições seguem otimistas: o Itaú BBA mantém projeção de 1,9%, enquanto a ASA estima 2,0%. No Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (31), os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a expectativa para 1,92%, no segundo recuo semanal seguido. Para 2027, a mediana permaneceu em 1,50%. Indicadores recentes sugerem um terceiro trimestre um pouco melhor, reforçando o cenário de desaceleração gradual, não de parada brusca.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/pib-brasil-deve-desacelerar-2-trimestre-impulso-fiscal-menor-esperado/
