# PF nega monitoramento ilegal de Mendonça e cita ordem de Moraes

> A Polícia Federal negou ter realizado monitoramento ilegal do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, informou ao STF que os relatórios de inteligência sobre Mendonça foram produzidos dentro das atividades regulares da PF e sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, então relator do inquérito.

*Mercado Valor · Economia · 11 de setembro de 2026 · Bianca Solano*

Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues afirmou ao STF que não houve monitoramento ilegal do ministro André Mendonça e que os relatórios foram produzidos dentro das atividades regulares de inteligência da corporação.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não houve monitoramento ilegal do ministro André Mendonça e que os relatórios usados como fundamento para seu afastamento foram produzidos dentro das atividades regulares de inteligência da corporação.

As explicações foram encaminhadas nesta sexta-feira (11) ao presidente do STF, Edson Fachin. O ministro havia dado 48 horas para Andrei se manifestar antes de decidir sobre sua permanência no comando da PF.

## O que a PF alegou ao STF

Na manifestação, o diretor-geral sustenta que os documentos questionados reuniam análises de cenários feitas a partir de informações conhecidas pela PF e de interações institucionais observadas no exercício das funções policiais.

"Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União", afirma.

Segundo Andrei, não foram realizadas "ações de vigilância, coleta clandestina de dados ou qualquer medida invasiva". A manifestação diferencia esse trabalho do monitoramento de uma pessoa, que exigiria um acompanhamento "dirigido e contínuo".

Andrei também afirmou que o material chegou ao Supremo porque a PF cumpriu uma determinação de Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das Fake News, então relatado pelo ministro.

A manifestação sustenta que os relatórios não foram enviados espontaneamente pela corporação e que a PF também não foi responsável pela divulgação dos documentos sigilosos.

## O que aconteceu antes

Fachin suspendeu na quarta-feira (9) a decisão de Mendonça que determinava o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O presidente do STF atendeu a pedido da PGR, mas permitiu preservar diligências em andamento.

A defesa argumenta ainda que relatórios de inteligência não equivalem a investigações criminais. Esses documentos podem apresentar análises de risco, estimativas e hipóteses, sem estabelecer autoria ou materialidade de crimes e sem constituir, isoladamente, prova ou acusação.

Com esses argumentos, Andrei pede que não sejam impostas medidas contra sua permanência no cargo e sustenta que sua atuação ocorreu no exercício de suas atribuições e no cumprimento de decisões judiciais.

---

Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/pf-nega-monitoramento-ilegal-mendonca-diz-relatorio-seguiu-ordem-moraes/
