# Petróleo tem nova queda com Estreito de Ormuz em foco

> O petróleo Brent e o WTI registraram nova queda, com Brent a US$ 86,94 e WTI a US$ 82,23, pressionados pela guerra na Ucrânia e pelo acordo Irã-Omã no Estreito de Ormuz. A redução nos preços reflete expectativas de maior oferta global, mas impactos no bolso do consumidor dependem de repasses cambiais e tributários.

*Mercado Valor · Economia · 26 de agosto de 2026 · Rubens Athayde*

Petróleo fecha em leve queda com guerra na Ucrânia e acordo Irã-Omã no Estreito de Ormuz. Brent a US$ 86,94 e WTI a US$ 82,23. Entenda os impactos para o bolso do consumidor.

Os preços do petróleo fecharam em leve queda nesta quarta-feira (26), em meio a desdobramentos na guerra da Ucrânia e esclarecimentos do Irã sobre o acordo com Omã no Estreito de Ormuz. Na véspera, a commodity já havia aprofundado perdas após relatos de um possível cessar-fogo entre Teerã e Washington.

O contrato mais líquido do Brent, referência internacional, para novembro operava em queda de 0,37%, a US$ 86,94 o barril, na ICE, em Londres. Já o WTI, para outubro, caiu 0,16%, a US$ 82,23, na Nymex, nos EUA. O petróleo chegou a zerar perdas no início da tarde, antes de retomar a queda modesta, com notícias de que a empresa MSC suspendeu serviços no Mar Negro com destino a porto na Rússia, após ataque de drones a um de seus navios, segundo a Bloomberg.

Analistas do Swissquote alertam que os preços do diesel nos EUA dispararam para os níveis mais altos desde o início da guerra no Irã, amplificados por ataques de drones da Ucrânia em instalações de energia russas. O Kremlin confirmou que o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou conversas em Moscou, com o porta-voz russo, Dimitri Peskov, descrevendo as relações com Washington como "em uma crise profunda".

No Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz permanece elevado. Mas dados da MarineTraffic mostram redução no movimento de embarcações no Golfo Pérsico, com apenas cinco travessias na terça-feira, queda de 28,6% ante o dia anterior. O Japão planeja apoiar oleodutos que contornem o estreito, segundo a Bloomberg, enquanto o Irã anunciou acordo de compartilhamento de receitas com Omã.

Nos EUA, os estoques de petróleo subiram 95 mil barris na semana, abaixo das estimativas, com queda intensa nos estoques de gasolina e derivados.

Para o consumidor, a queda nos preços do petróleo tende a aliviar a pressão sobre combustíveis, mas o cenário segue volátil com o risco geopolítico em Ormuz e a guerra na Ucrânia. O ciclo sempre vira, mas a direção dependerá dos próximos desdobramentos diplomáticos.

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