Petróleo sobe com aumento de hostilidades entre EUA e Irã e ameaça de fechamento da rota do Mar Vermelho
O petróleo sobe com aumento de hostilidades entre EUA e Irã e ameaça de fechamento da rota do Mar Vermelho. Tensões no Oriente Médio elevam prêmio de risco sobre o barril, que já opera acima de US$ 80.
O petróleo sobe com aumento de hostilidades entre EUA e Irã e ameaça de fechamento da rota do Mar Vermelho. A escalada militar entre Washington e Teerã elevou o prêmio de risco sobre o barril, que já opera acima de US$ 80 no mercado internacional. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), cerca de 7 milhões de barris de petróleo passam diariamente pelo estreito de Bab el-Mandeb, rota que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. Qualquer interrupção ali pode disparar os preços globais.
O que está acontecendo entre EUA e Irã? As hostilidades se intensificaram após ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, atribuídos a grupos apoiados pelo Irã. Os EUA responderam com bombardeios a posições iranianas no Iêmen. O governo iraniano ameaçou fechar o estreito de Hormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. Dados do Banco Mundial indicam que o Irã responde por cerca de 3% da produção global de petróleo.
Por que o Mar Vermelho é estratégico para o petróleo? O Mar Vermelho abriga duas rotas críticas: o Canal de Suez e o estreito de Bab el-Mandeb. Juntos, eles respondem por 12% do comércio marítimo global de petróleo. A AIE estima que 6,8 milhões de barris passam por ali todos os dias. Qualquer bloqueio força navios a contornar o Cabo da Boa Esperança, adicionando 15 dias de viagem e elevando custos logísticos.
Impacto nos preços do barril O petróleo tipo Brent já subiu 8% desde o início das hostilidades. Analistas do Goldman Sachs projetam que o barril pode chegar a US$ 95 se o estreito de Bab el-Mandeb for fechado por mais de uma semana. O mercado de futuros mostra contango elevado, sinal de que traders esperam preços altos por meses. Dados da ANP mostram que o preço médio da gasolina no Brasil subiu 4% na última semana.
Riscos para a economia brasileira O Brasil é autossuficiente em petróleo, mas o preço internacional impacta diretamente os combustíveis domésticos. A Petrobras adota a política de paridade de importação, que repassa variações externas para o mercado interno. Segundo o Banco Central, a inflação de combustíveis pode adicionar 0,3 ponto percentual ao IPCA em 2025. Isso pressiona a Selic e o poder de compra das famílias.
Alternativas e cenários possíveis Dois cenários se destacam. No primeiro, as hostilidades duram menos de um mês e os preços recuam para US$ 75. No segundo, o conflito se prolonga e o petróleo supera US$ 100. A OPEP+ tem capacidade ociosa de 4 milhões de barris por dia, mas a maioria está na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes, que podem hesitar em aumentar a produção. Dados da AIE indicam que os estoques globais de petróleo estão no menor nível desde 2022.
Perguntas Frequentes
Quanto o petróleo subiu com as hostilidades?
O barril Brent subiu 8% desde o início dos ataques, passando de US$ 76 para US$ 82.
Qual é o risco real de fechamento do Mar Vermelho?
O risco é moderado, mas crescente. Ataques a navios já reduziram o tráfego em 30% segundo a AIE.
O Brasil será afetado?
Sim. A Petrobras pode repassar altas para a gasolina e o diesel, pressionando a inflação.
Quanto tempo pode durar o conflito?
Analistas estimam de 2 semanas a 3 meses, dependendo da resposta diplomática.
O que é o estreito de Bab el-Mandeb?
É um canal de 29 km de largura entre o Iêmen e Djibuti, por onde passa 7 milhões de barris/dia.