# Passagem aérea sobe quatro vezes mais que a de ônibus em 2026; entenda a alta de preços

> O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 registrou alta de 12% nas passagens aéreas, quatro vezes superior ao aumento de 3% nas passagens de ônibus. O custo do querosene de aviação e a demanda aquecida explicam a disparidade. Dados do IBGE confirmam a diferença.

*Mercado Valor · Economia · 15 de julho de 2026 · Bianca Solano*

A passagem aérea sobe quatro vezes mais que a de ônibus em 2026, segundo dados do IBGE. Entenda os motivos da alta de preços e veja dicas para economizar nas suas viagens.

Viajar de avião ficou mais caro que pegar um ônibus em 2026. Dados do IBGE mostram que a passagem aérea sobe quatro vezes mais que a de ônibus em 2026. A diferença acendeu o alerta de quem planeja férias ou viagens a trabalho.

Em 2026, a passagem aérea subiu quatro vezes mais que a de ônibus, segundo o IBGE. Enquanto o preço das passagens aéreas acumulou alta de 12,3% nos primeiros cinco meses do ano, o transporte rodoviário subiu 3,1% no mesmo período. A diferença reflete custos com combustível, demanda aquecida e menor concorrência no setor aéreo.

## Por que a passagem aérea sobe mais que a de ônibus?

A alta de preços no setor aéreo tem causas estruturais. O querosene de aviação (QAV) representa até 40% do custo operacional de uma companhia aérea. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço do QAV subiu 18% entre janeiro e maio de 2026. Já o diesel, usado pelos ônibus, teve alta de 7% no mesmo período.

A demanda por voos também pressiona os preços. O número de passageiros transportados cresceu 8% no primeiro trimestre de 2026, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Enquanto isso, a oferta de assentos não acompanhou o mesmo ritmo, com aumento de apenas 4%.

## Como a inflação impacta os preços das passagens?

A inflação geral medida pelo IPCA acumulou 4,2% em 12 meses até maio de 2026. Mas o setor aéreo sentiu mais os efeitos. Além do QAV, outros custos como taxas aeroportuárias e mão de obra especializada subiram acima da média.

O custo com pessoal, por exemplo, teve reajuste salarial de 6% na última convenção coletiva, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas. Já as taxas de embarque em aeroportos como Guarulhos e Congonhas subiram 5,5% em 2026.

## Passagem aérea versus passagem de ônibus: comparação de preços

A diferença de reajuste entre os dois modais fica clara nos números. Enquanto a passagem aérea acumulou alta de 12,3% até maio, a passagem de ônibus subiu 3,1%. Em valores absolutos, uma viagem de São Paulo ao Rio de Janeiro que custava R$ 200 em janeiro passou para R$ 224,60 no trecho aéreo, contra R$ 206,20 no rodoviário.

O transporte rodoviário se beneficiou de subsídios estaduais e federais. O diesel teve redução de impostos em alguns estados, o que segurou a alta. Já o QAV não teve o mesmo tratamento, com alíquotas de ICMS variando entre 12% e 18% conforme o estado.

## O que esperar para o segundo semestre de 2026?

As projeções indicam que a alta de preços deve continuar. O mercado futuro de petróleo aponta para um barril do tipo Brent acima dos US$ 90 até o fim do ano. Isso pressiona ainda mais o QAV e, consequentemente, as passagens aéreas.

A demanda por voos domésticos deve se manter aquecida. As férias de julho e o período de final de ano costumam registrar picos de procura, segundo a Anac. Quem puder, pode antecipar a compra ou buscar rotas alternativas.

## Como economizar na compra de passagens aéreas em 2026?

Planejar com antecedência ainda é a melhor estratégia. Comprar passagens com 30 a 45 dias de antecedência pode gerar economia de até 25%, segundo levantamento do site de busca Kayak. Voar em dias de menor procura, como terças e quartas, também reduz o valor.

Outra dica é usar programas de milhagem. As principais companhias aéreas brasileiras, Latam, Gol e Azul, oferecem programas de fidelidade que permitem trocar pontos por passagens como usar milhas para viajar mais barato. A cotação do dólar também influencia: como o QAV é cotado em moeda americana, a alta do dólar encarece as passagens.

## Alternativas ao avião: ônibus e caronas

Para quem quer fugir da alta de preços, o ônibus ainda é opção mais barata. Empresas como Viação Cometa e Expresso Guanabara mantêm preços competitivos, com reajuste de apenas 3,1%. Aplicativos de carona como BlaBlaCar também ganham espaço, com tarifas que podem ser até 40% menores que a passagem aérea.

## Perguntas Frequentes

### A passagem aérea vai continuar subindo em 2026?

Sim, as projeções indicam que os preços devem seguir em alta no segundo semestre, puxados pelo custo do querosene de aviação e pela demanda aquecida.

### Por que o ônibus não subiu tanto quanto o avião?

O transporte rodoviário teve reajuste menor por causa de subsídios no diesel e menor dependência de custos internacionais, como o QAV.

### Qual a diferença de preço entre avião e ônibus em 2026?

Enquanto a passagem aérea subiu 12,3%, a de ônibus subiu 3,1% nos primeiros cinco meses de 2026, segundo o IBGE.

### Vale a pena comprar passagem aérea com antecedência?

Sim, comprar com 30 a 45 dias de antecedência pode gerar economia de até 25%, segundo o Kayak.

### Quais são as melhores alternativas ao avião para viajar barato?

Ônibus interestaduais e aplicativos de carona são as principais alternativas, com tarifas até 40% menores que as passagens aéreas.

### Como o dólar influencia o preço das passagens aéreas?

O querosene de aviação é cotado em dólar. Com a alta da moeda americana, o QAV fica mais caro, elevando os custos das companhias aéreas e, consequentemente, os preços das passagens.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/passagem-aerea-sobe-quatro-vezes-mais-onibus-2026-entenda-alta-precos/
