# Operação cumpre 106 prisões e 173 mandados de busca

> A Operação Força Integrada IV mobiliza 20 bases em 19 estados para cumprir 172 mandados de busca e 106 de prisão. Bloqueios e sequestros patrimoniais já superam R$ 508 milhões, com ações específicas em 17 unidades federativas.

*Mercado Valor · Economia · 16 de setembro de 2026 · Rubens Athayde*

A Operação Força Integrada IV mobiliza 20 bases em 19 estados para cumprir 172 mandados de busca e 106 de prisão. Bloqueios e sequestros patrimoniais já superam R$ 508 milhões, com ações específicas em 17 unidades federativas.

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOS) deflagraram, nesta quarta-feira (16), a Operação Força Integrada IV, que mobiliza 20 bases para cumprir 172 mandados de busca e apreensão e 106 de prisões em 19 estados. A operação mira o enfrentamento ao tráfico de drogas, armas, à lavagem de dinheiro e outros crimes cometidos por organizações criminosas.

As decisões judiciais determinaram bloqueios, sequestros e restrições patrimoniais que já somam mais de R$ 508 milhões, incluindo imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens vinculados aos membros faccionados. Participam da ação conjunta Polícias Civis, Militares, Penais, Guardas Municipais, a Polícia Rodoviária Federal e Secretarias Estaduais de Segurança Pública, que atuam em conjunto com a Polícia Federal, sem hierarquia entre as instituições.

O que mudou nesta quarta fase

A Operação Força Integrada IV amplia o alcance territorial e o volume de medidas em relação às edições anteriores. São 20 bases mobilizadas e ações simultâneas em 19 estados, com destaque para a FICCO/BA, que deflagrou a Operação Eirene II e cumpre 57 mandados de busca e 45 de prisão, além do sequestro patrimonial de mais de R$ 12 milhões. A FICCO/TO, na Operação Rota Araguaia II, executa o bloqueio judicial de até R$ 412,5 milhões, o maior valor individual divulgado até agora.

No Paraná, a FICCO cumpre 10 mandados de busca e 6 de prisão, com bloqueio de até R$ 50 mil por investigado. Em Mato Grosso do Sul, a Operação Old School resultou na apreensão de mais de 250 kg de cocaína e 60 kg de haxixe, com sequestro de bens e valores no montante de R$ 75 milhões. Já no Acre, a Operação Muro de Gesso apreendeu aproximadamente 396 kg de cocaína e determinou bloqueios de até R$ 8 milhões.

Ações estaduais e frentes específicas

A FICCO/PB deflagrou a 2ª fase da Operação Trapiche, com 17 mandados de busca e 13 de prisão preventiva em João Pessoa, além de bloqueio de ativos até R$ 750 mil. A FICCO/SE, na Operação Usurero, cumpriu três mandados de busca em Aracaju e Maceió contra grupo especializado em agiotagem, extorsão e ameaças, que oferecia empréstimos com juros abusivos e usava intimidação para cobrar as vítimas.

Em Minas Gerais, a Operação Tsunami VIII cumpre seis mandados de busca contra grupos envolvidos com tráfico, disputas territoriais e violência armada. Outra ação em Juiz de Fora executa 19 mandados de busca, quatro de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e oito medidas para transferência de presos investigados. A FICCO/PE apreendeu R$ 122 mil em diligências, enquanto a FICCO/ES recolheu aproximadamente 7 kg de cocaína.

O ciclo de operações integradas segue uma lógica de pressão contínua sobre as finanças das facções, e não apenas sobre a ponta da cadeia. O bloqueio de ativos, quando bem-sucedido, tende a ter efeito mais duradouro do que a prisão isolada, porque encarece a reposição de armas, drogas e logística. Resta acompanhar se as medidas patrimoniais serão convertidas em condenações definitivas ou se seguirão o padrão de reversão em instâncias superiores, um risco recorrente em ações de grande porte. como funciona o bloqueio de ativos em operações contra o crime organizado

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/operacao-cumpre-106-prisoes-173-mandados-busca-contra-crime-organizado/
