# Copom reduz Selic para 14% ao ano: veja o impacto

> O Copom reduziu a taxa Selic para 14% ao ano, marcando a quarta queda consecutiva. A decisão visa estimular a atividade econômica e ancorar as expectativas de inflação. O impacto direto inclui crédito mais barato, redução de juros no financiamento imobiliário e menor rendimento da poupança.

*Mercado Valor · Economia · 05 de agosto de 2026 · Bianca Solano*

O Copom reduziu a taxa Selic para 14% ao ano, a quarta queda consecutiva. A decisão busca estimular a economia e controlar a inflação. Veja o que muda no seu bolso.

## Em nova redução, Copom baixa taxa Selic para 14% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano. Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

## O que é a Selic e por que ela muda sua vida

A Selic é o juro básico da economia. O BC a utiliza como instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação. Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Quando há redução, a expectativa é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços.

## Por que o Copom decidiu cortar os juros

Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período. "Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", informou o BC, em nota.

### Cenário externo e doméstico

Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", disse o órgão.

Já em relação ao cenário doméstico, o BC reforçou que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião "sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores, e mercado de trabalho aquecido".

## Inflação: o que os números mostram

Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia desacelerou, mas ainda, observou o BC, segue acima do limite superior da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleraram para patamar ligeiramente abaixo do limite superior da meta.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,06% em julho, ficando 0,35 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de junho (0,41%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%. O indicador oficial da inflação é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período iniciado em janeiro de 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de menos 1,50 ponto percentual e mais 1,50 ponto percentual, isto é, de 1,50% a 4,50%.

## O que esperar dos próximos passos

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.

Para quem acompanha o noticiário econômico, a sinalização é de cautela. A redução gradual indica que o BC quer estimular a atividade sem abrir mão do controle de preços. Na prática, cada corte de 0,25 ponto alivia um pouco o custo do crédito, mas o efeito no bolso do consumidor leva tempo para aparecer. como a Selic afeta seus investimentos o que é a taxa básica de juros

## Perguntas Frequentes

### A Selic vai continuar caindo?

O Copom não deu garantias. A decisão foi de corte de 0,25 ponto, com cautela diante de incertezas externas e internas. A guerra no Oriente Médio e a política monetária de economias avançadas são fatores de atenção.

### O que a queda da Selic significa para quem tem dívidas?

Queda na Selic tende a baratear o crédito, mas o efeito é gradual. Quem tem dívidas no cartão ou em parcelas pode sentir alívio, mas a renegociação continua sendo a melhor saída.

### Como a Selic afeta quem investe?

Queda na Selic reduz a rentabilidade de investimentos de renda fixa atrelados à taxa, como Tesouro Selic e CDBs. Por outro lado, pode estimular a busca por outros ativos, como ações e fundos imobiliários.

### O que é o IPCA-15?

É uma prévia da inflação oficial, medida pelo IBGE. Ele ajuda a antecipar a tendência do IPCA, que é a referência para a meta de inflação.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/nova-reducao-copom-baixa-taxa-selic-14-ao-ano/
