Zema defende voto impresso como complemento à urna eletrônica
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu nesta terça-feira (21) a adoção de comprovante impresso na urna eletrônica, como complemento para aumentar a confiabilidade do sistema.
Em nova onda de ataques ao sistema de votação, Zema defende voto impresso como complemento à urna eletrônica
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu nesta terça-feira (21) a adoção de comprovante impresso na urna eletrônica. A declaração ocorreu em evento organizado pelo Grupo Voto, em meio a uma nova onda de ataques ao sistema de votação brasileiro.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu nesta terça-feira (21) a adoção de comprovante impresso como complemento à urna eletrônica. A proposta prevê que uma amostra das urnas emita comprovante impresso, lacrado junto ao registro eletrônico, para conferência posterior entre os dois formatos.
O que Zema propõe para o voto impresso
"Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito", afirmou Zema em conversa com jornalistas, segundo o Poder 360. O ex-governador defendeu que uma amostra das urnas emita comprovante impresso, lacrado junto ao registro eletrônico, para conferência posterior entre os dois formatos.
A proposta não prevê a substituição da urna eletrônica, mas sim um complemento. O comprovante impresso ficaria lacrado e só seria aberto para verificação em caso de necessidade, permitindo comparar o registro eletrônico com o físico.
Zema considera sistema atual confiável
O ex-governador afirmou ter sido eleito e reeleito pela urna eletrônica e disse considerar o sistema atual confiável. A fala ocorreu em reação a críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato à Presidência, ao sistema de votação.
Zema, que já venceu duas eleições pelo sistema eletrônico, reconhece a confiabilidade do mecanismo atual, mas vê margem para aprimoramento. A proposta de voto impresso como complemento busca aumentar a transparência sem comprometer a agilidade do processo.
As críticas de Flávio Bolsonaro ao sistema
Na terça-feira (21), em encontro com embaixadores estrangeiros em Brasília, Flávio Bolsonaro pediu que os países representados enviem "a maior quantidade de observadores possíveis" para acompanhar as eleições. O senador repetiu informação falsa sobre as urnas brasileiras.
Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010 e associou o episódio a máquinas usadas no Brasil.
"Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010", disse. "Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", afirmou.
A falsa informação sobre a Smartmatic
A informação é falsa. Em 2020, o TSE já havia negado o uso de equipamentos da Smartmatic no sistema eleitoral brasileiro. A empresa venezuelana nunca forneceu urnas eletrônicas para o Brasil, e o sistema eleitoral brasileiro é desenvolvido e mantido internamente pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A associação entre as urnas brasileiras e a Smartmatic é recorrente em discursos de desinformação sobre o sistema eleitoral. O TSE já esclareceu em diversas ocasiões que os equipamentos são nacionais e não têm relação com a empresa citada.
O contexto dos ataques ao sistema eleitoral
As declarações de Zema e Flávio Bolsonaro ocorrem em um momento de intensificação dos debates sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Enquanto Flávio Bolsonaro repete informações falsas, Zema busca uma posição intermediária, defendendo melhorias sem questionar a credibilidade do sistema atual.
A proposta de voto impresso como complemento não é nova e já foi debatida no Congresso Nacional. Em 2021, o Senado rejeitou a PEC do voto impresso, que previa a impressão do voto para conferência. Zema, no entanto, defende um modelo mais enxuto, com amostragem das urnas.
Perguntas Frequentes
Zema quer acabar com a urna eletrônica?
Não. O ex-governador defende o voto impresso como complemento, não como substituição. Ele considera o sistema atual confiável.
O que é a Smartmatic?
É uma empresa venezuelana de tecnologia eleitoral. O TSE já negou, em 2020, o uso de equipamentos da Smartmatic no sistema eleitoral brasileiro.
Flávio Bolsonaro repetiu informação falsa?
Sim. O senador afirmou que as urnas brasileiras têm relação com a Smartmatic, o que é falso. O TSE já esclareceu que os equipamentos são nacionais.
Qual a diferença entre a proposta de Zema e a PEC do voto impresso?
Zema defende que uma amostra das urnas emita comprovante impresso, lacrado para conferência posterior. A PEC rejeitada em 2021 previa a impressão de todos os votos.
O sistema eleitoral brasileiro é confiável?
Sim. Zema, que foi eleito e reeleito pela urna eletrônica, considera o sistema confiável. O TSE realiza auditorias regulares para garantir a segurança do processo.