# MPF aciona Vale (VALE3) por extravasamento em Mina de Viga

> O Ministério Público Federal acionou a Vale (VALE3), a Agência Nacional de Mineração e o governo de Minas Gerais por danos ambientais causados pelo extravasamento na Mina de Viga, em Congonhas, em janeiro de 2026. A ação judicial exige auditoria técnica independente e bloqueio de R$ 200 milhões.

*Mercado Valor · Economia · 15 de setembro de 2026 · Rubens Athayde*

O MPF acionou a Vale (VALE3), a ANM e o governo de Minas por danos ambientais após extravasamento na Mina de Viga, em Congonhas, em janeiro de 2026. A ação pede auditoria técnica independente e bloqueio de R$ 200 milhões.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a Vale (VALE3), a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o governo de Minas Gerais para reparação de danos ambientais causados pelo extravasamento de água e sedimentos na Mina de Viga, em Congonhas (MG), em janeiro de 2026. A ação foi protocolada no último dia 9.

O MPF pede a contratação de auditoria técnica independente, custeada pela Vale e sem conflito de interesses, para acompanhar a situação ambiental e a segurança operacional do local. Também solicita o bloqueio de R$ 200 milhões da mineradora como garantia de reparação e a suspensão da transferência de direitos minerários.

## O que diz o procurador responsável pela ação

O procurador da República Eduardo Henrique de Almeida Aguiar, autor da ação, afirma que o episódio exige acompanhamento externo. "Um evento que provocou o extravasamento de estruturas da mina e o transporte de sedimentos para os cursos de água exige o acompanhamento por auditoria técnica independente, para avaliar a segurança das medidas adotadas e a adaptação das instalações a chuvas intensas", declarou.

Segundo o MPF, após o incidente a ANM realizou vistoria na mina e determinou interdição total por constatar comprometimento da infraestrutura e ausência de comprovação da segurança operacional.

## Tentativa de acordo e resposta da Vale

Antes de recorrer à Justiça, o MPF promoveu reuniões com a Vale, o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) e órgãos ambientais para buscar solução consensual. A mineradora não assinou o documento.

Procurada, a Vale informou, em nota, que até o momento não teve conhecimento da ação. A empresa declarou que, mesmo diante do acordo assinado com o MP-MG e o Estado de Minas Gerais em agosto, segue empenhada nas tratativas com o MPF para composição extrajudicial. "A empresa vem adotando todas as medidas necessárias para a recuperação da área, em alinhamento com os órgãos competentes", afirmou.

A ANM disse, em nota, que acompanha a situação da mina e concentra sua atuação na análise do pedido de desinterdição. "O procedimento envolve fiscalizações presenciais, avaliação da documentação técnica e verificação do efetivo cumprimento das exigências formuladas pela Agência." O governo de Minas Gerais foi procurado, mas não respondeu até o fechamento da nota.

Para o investidor com exposição a VALE3, o desfecho da ação e a velocidade da desinterdição são os pontos a monitorar. O ciclo sempre vira, mas eventos operacionais com pedido de bloqueio judicial tendem a pressionar a percepção de risco no curto prazo. riscos regulatórios para mineradoras na B3

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/mpf-aciona-vale-vale3-por-extravasamento-mina-viga-mg-demanda-auditoria-independ/
