Economia

Morre Octavio Gallotti, ex-presidente do STF, aos 95 anos

ResumoOctavio Gallotti, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), morreu aos 95 anos em 26 de janeiro de 2025. Octavio Gallotti integrou a Corte entre 1984 e 2000, presidiu o STF de 1993 a 1995 e foi o último ministro indicado durante a ditadura militar no Brasil.

O ex-ministro do STF Octavio Gallotti morreu neste domingo, 26, aos 95 anos. Ele integrou a Corte entre 1984 e 2000, presidiu de 1993 a 1995 e foi o último indicado na ditadura militar.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 27 de julho de 2026
Morre Octavio Gallotti, ex-presidente do STF, aos 95 anos

Morre Octavio Gallotti, ex-presidente do STF, aos 95 anos

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti morreu neste domingo, 26, aos 95 anos. O magistrado fez parte do STF entre 1984 e 2000 e presidiu a Corte de 1993 a 1995. O velório será realizado no Salão Branco do STF, na segunda-feira, 27, das 10h às 17h. O sepultamento será no dia 28, no Rio de Janeiro.

O ex-ministro do STF Octavio Gallotti morreu neste domingo, 26, aos 95 anos. Ele integrou a Corte entre 1984 e 2000, presidiu de 1993 a 1995 e foi o último ministro indicado ao STF durante a ditadura militar. O velório será no Salão Branco do STF na segunda-feira, 27, das 10h às 17h.

Trajetória de Octavio Gallotti no STF e na vida pública

Octavio Gallotti construiu uma carreira jurídica de mais de três décadas nos tribunais superiores. Indicado pelo presidente João Figueiredo para a vaga deixada com a aposentadoria de Pedro Soares Muñoz, foi o último ministro nomeado ao STF durante a ditadura militar. Sua passagem pela Corte abrangeu 16 anos, com dois anos à frente da presidência.

Antes de chegar ao STF, Gallotti já ocupava posições de destaque. Em 1973, tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Além de presidir o STF, também esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Gallotti chegou a assumir a presidência da República em viagens internacionais do então presidente Itamar Franco, um exercício interino que mostrava a confiança depositada em sua figura institucional.

O legado jurídico e institucional

Em nota, o tribunal lamentou a morte e destacou o rigor técnico, independência de seus julgamentos e a dedicação ao serviço público. O presidente do STF, Edson Fachin, destacou o legado do ex-ministro: "Sua trajetória confunde-se com um período significativo da história institucional brasileira. Magistrado de notável cultura jurídica, espírito público exemplar e inabalável compromisso com a Constituição, o Ministro Gallotti deixou marcas permanentes na construção da jurisprudência e no fortalecimento das instituições democráticas do País."

A declaração de Fachin reflete o peso simbólico de Gallotti na consolidação democrática pós-1988. Mesmo tendo sido indicado no regime militar, sua atuação na Corte foi marcada pela defesa da ordem constitucional, como destacou o atual presidente do STF.

Família de juristas: a herança dos Gallotti

Gallotti vinha de uma família de conhecidos juristas. O pai dele, Luiz Gallotti, foi deputado Estadual em Santa Catarina, Procurador-Geral da República, presidente do STF e do TSE. O avô materno, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque foi deputado da primeira constituinte na Bahia, juiz federal, ministro do STF e Procurador-Geral da República. A linhagem jurídica se estende aos filhos: Luiz Gallotti Neto e Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Casado desde 1962 com Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti, deixa os filhos Luiz Gallotti Neto e Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, ministra do STJ. A continuidade da tradição jurídica na família é um dos traços mais marcantes de sua biografia.

Formação e início de carreira

Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti nasceu no Rio de Janeiro e se formou em Direito pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A formação acadêmica sólida o levou a cargos de relevância nacional, começando pelo TCU em 1973 e culminando na presidência do STF.

Velório e sepultamento

O velório será realizado no Salão Branco do STF, na segunda-feira, 27, das 10h às 17h. O sepultamento será no dia 28, no Rio de Janeiro. A cerimônia deve reunir autoridades do Judiciário, familiares e amigos para as últimas homenagens.

Perguntas Frequentes

Quando e onde será o velório de Octavio Gallotti?

O velório será no Salão Branco do STF, na segunda-feira, 27, das 10h às 17h.

Quando será o sepultamento de Octavio Gallotti?

O sepultamento será no dia 28, no Rio de Janeiro.

Quem foi o indicador de Octavio Gallotti ao STF?

Gallotti foi indicado pelo presidente João Figueiredo.

Octavio Gallotti presidiu o STF por quanto tempo?

Ele presidiu a Corte de 1993 a 1995.

Octavio Gallotti tinha parentes no STF?

Sim, o pai Luiz Gallotti também foi presidente do STF e do TSE, e o avô materno Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque foi ministro do STF.

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