# Moraes nega irregularidades no caso Master e aponta motivação política

> Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, negou irregularidades no caso Master e afirmou ser alvo de investigação ilegal com motivação político-eleitoral e vingança. A manifestação foi enviada ao STF e o julgamento da petição está previsto para esta terça-feira, 15.

*Mercado Valor · Economia · 15 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

Em manifestação ao STF, Alexandre de Moraes negou irregularidades no caso Master, disse ser vítima de investigação ilegal e apontou motivação político-eleitoral e vingança. Julgamento da petição ocorre nesta terça (15).

O ministro Alexandre de Moraes negou, em manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, qualquer irregularidade no caso que envolve suas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master. O julgamento da petição sobre a troca de mensagens está marcado para esta terça-feira (15).

Moraes afirmou ser vítima de uma investigação ilegal e direcionada, com motivação político-eleitoral e de vingança por ter sido o relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre outros, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Segundo a manifestação, dos 7.742 documentos dos autos que tiveram o sigilo levantado por determinação da presidência do STF, não há um único indício da prática de infração penal por parte do ministro. Moraes também sustentou que jamais julgou qualquer processo do Banco Master ou de Daniel Vorcaro, antes, durante ou depois do contrato firmado entre o Master e o escritório de advocacia de sua esposa. Não há, segundo ele, sentença, decisão ou ato de ofício de sua autoria em relação ao banco ou a Vorcaro.

Na manifestação de 44 páginas, dividida em 121 tópicos, Moraes critica o relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, indicado ao Supremo por Bolsonaro. Moraes acusa Mendonça de obstrução de Justiça, de determinar investigação ilegal, de direcionar as apurações e de produzir uma farsa com objetivos político-eleitorais.

O documento afirma que o relatório é composto de ilações e conjecturas a partir de recortes de fragmentos escolhidos subjetivamente, com falhas, mentiras e falsidades, por necessidade de tentar comprovar a encomenda do ministro André Mendonça. Anteriormente, Moraes apontou indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça. Uma petição sobre o caso será julgada pelo plenário do Supremo no dia 23 deste mês.

Moraes declarou que não existe nada e que a motivação político-eleitoral dessas mentiras é clara, caracterizando vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo STF. Ele concluiu que a tentativa de golpe não se encerrou em 8/1/2023, apenas mudou seu modus operandi, mas que o Supremo saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a defesa da Constituição, do Estado de Direito e da democracia.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Mendonça não respondeu de imediato aos pedidos de comentários sobre a manifestação de Moraes.

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