Economia

Moraes marca depoimento de Flávio Bolsonaro sobre suspeita de calúnia contra Lula para 28 de julho

ResumoO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agendou para 28 de julho o depoimento do senador Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro é investigado por suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo tramita sob segredo de justiça.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, marcou para 28 de julho o depoimento do senador Flávio Bolsonaro, investigado por suspeita de calúnia contra o presidente Lula. O caso corre em segredo de justiça.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 17 de julho de 2026
Moraes marca depoimento de Flávio Bolsonaro sobre suspeita de calúnia contra Lula para 28 de julho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 28 de julho o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), investigado por suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada no âmbito de um inquérito que corre em segredo de justiça. O depoimento será por videoconferência, conforme apurou a imprensa. O senador é acusado de ter feito declarações falsas contra Lula durante as eleições de 2022.

O inquérito foi aberto em 2023, após o PT apresentar uma representação contra Flávio Bolsonaro. A acusação se baseia em declarações do senador que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), podem configurar calúnia. A PGR pediu a abertura de investigação, e Moraes acolheu o pedido. O depoimento de Flávio Bolsonaro é um dos primeiros passos da apuração.

O que diz a acusação

A acusação de calúnia contra Flávio Bolsonaro se baseia em declarações feitas por ele durante a campanha eleitoral de 2022. O senador teria afirmado, sem provas, que Lula teria envolvimento com o tráfico de drogas e com organizações criminosas. A PGR entendeu que tais declarações podem configurar o crime de calúnia, previsto no artigo 138 do Código Penal.

A defesa de Flávio Bolsonaro

A defesa do senador nega as acusações e afirma que as declarações foram feitas com base em informações públicas. O advogado de Flávio Bolsonaro, Rodrigo Roca, disse que o senador está tranquilo e que vai colaborar com a Justiça. A defesa também questiona a competência do STF para julgar o caso, argumentando que o senador não tem foro privilegiado por prerrogativa de função.

O papel de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes é o relator do inquérito no STF. Ele já determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro para aprofundar as investigações. O ministro também autorizou a oitiva de testemunhas arroladas pela acusação. A decisão de marcar o depoimento para 28 de julho mostra que o STF pretende dar celeridade ao caso.

Próximos passos

Após o depoimento de Flávio Bolsonaro, a PGR deverá apresentar parecer sobre o caso. Se houver indícios suficientes, o STF pode abrir ação penal contra o senador. Caso contrário, o inquérito pode ser arquivado. O processo corre em segredo de justiça, então detalhes só serão divulgados quando houver decisões relevantes.

Perguntas Frequentes

O que é calúnia?

Calúnia é a imputação falsa de um fato criminoso a alguém. No caso, Flávio Bolsonaro é acusado de ter atribuído a Lula envolvimento com tráfico de drogas, o que seria falso.

Qual a diferença entre calúnia, difamação e injúria?

Calúnia é atribuir um crime falso. Difamação é ofender a reputação de alguém. Injúria é ofender a dignidade ou decoro.

Por que o caso está no STF?

O STF é o foro competente para julgar parlamentares federais, como senadores, em crimes comuns. A acusação de calúnia contra Flávio Bolsonaro se enquadra nessa regra.

O que acontece se Flávio Bolsonaro for condenado?

A pena para calúnia é de detenção de 6 meses a 2 anos, além de multa. Se condenado, o senador pode perder o mandato.

Quando será o depoimento?

O depoimento está marcado para 28 de julho, por videoconferência.

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