# Renan Santos: ministros do Master devem ser presos

> Renan Santos defendeu a prisão e o afastamento de ministros do STF supostamente envolvidos no escândalo do Banco Master, durante encontro com apoiadores em Londrina. O presidenciável também propôs uma reforma do Judiciário e criticou o ministro Edson Fachin.

*Mercado Valor · Economia · 16 de setembro de 2026 · Rubens Athayde*

Em encontro com apoiadores em Londrina, Renan Santos pediu afastamento e prisão de ministros do STF envolvidos no escândalo do Banco Master. O presidenciável também defendeu reforma do Judiciário e criticou Edson Fachin.

O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (16) que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos no escândalo do Banco Master sejam "afastados e presos". A fala ocorreu durante encontro com apoiadores em Londrina, no Paraná.

"Todos os ministros envolvidos no escândalo do Banco Master precisam ser afastados e presos. O próximo presidente da República não tem de ter nenhum tipo de passado corrompido envolvido nesses escândalos, de modo a ser livre a fazer uma pressão junto ao senado e a população para que eles caiam", declarou o presidenciável.

## O que mudou após a sessão do STF

A declaração veio um dia depois de o STF abrir investigação sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A sessão ocorreu na terça-feira (15).

Na mesma noite, Renan Santos fez uma "live" ao lado do seu coordenador econômico de campanha, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP). Na transmissão, o candidato chamou o presidente da Corte, Edson Fachin, de "fraco" e classificou a situação como "horrorosa".

O episódio desloca o debate do campo jurídico para o da disputa eleitoral. Para o mercado, a leitura é direta: sinalizações de confronto aberto com o STF tendem a elevar o prêmio de risco institucional embutido nos ativos brasileiros, sobretudo em ano de definição da política monetária pelo Copom.

## Reforma do Judiciário e nomeações

Renan Santos voltou a defender uma reforma do Judiciário para reduzir os poderes do STF. Entre os pontos citados estão critérios mais rígidos de nomeação e limitação das decisões monocráticas.

O candidato mencionou ainda a retomada do que chama de "sistema de peso e contrapeso", em que, segundo ele, "o Senado consegue fiscalizar o STF sem medo de retaliação porque o STF hoje tem os processos relativos aos senadores".

Sobre as próximas nomeações a serem feitas pelo presidente eleito, afirmou que devem ser "baseadas em figuras com reputação ilibada, e não mercadores que estão lá no STF fazendo negócios como temos hoje".

A discussão sobre composição da Corte costuma aparecer no radar de investidores institucionais porque afeta a previsibilidade de decisões regulatórias e a percepção de segurança jurídica, variável que pesa na alocação de capital de longo prazo no país.

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