# Impacto de medidas para combustíveis soma R$ 7 bi/mês, diz ministro

> Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, informou que as novas medidas para aliviar os preços dos combustíveis somam impacto fiscal de aproximadamente R$ 7 bilhões por mês. O cálculo inclui cortes de impostos e subvenções governamentais. A declaração foi feita em contexto de avaliação do custo das políticas públicas sobre o orçamento federal.

*Mercado Valor · Economia · 10 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que as novas medidas para aliviar os preços dos combustíveis somam impacto de cerca de R$ 7 bilhões por mês. Cálculo considera corte de impostos e subvenções.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta quarta-feira, 9, que o impacto somado das novas medidas para aliviar os preços dos combustíveis é de aproximadamente R$ 7 bilhões por mês. Os anúncios foram detalhados em coletiva de imprensa e surgem em resposta à alta do petróleo por causa da guerra no Oriente Médio.

O pacote inclui duas frentes principais. A primeira é o decreto que reduz em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro da gasolina e zera as contribuições sobre o etanol hidratado. O impacto estimado é de R$ 2 bilhões mensais. A segunda é uma medida provisória que autoriza subvenção econômica ao óleo diesel, no valor de R$ 1,00 por litro.

O subsídio ao diesel substitui e amplia a subvenção da gasolina que já estava prevista via Medida Provisória, no valor de R$ 0,44 por litro. Essa medida, já em vigor, termina justamente nesta quarta-feira. O valor da subvenção ao diesel, que tem impacto de R$ 5 milhões por mês, será definido por ato do Ministério da Fazenda e pode ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

Moretti reforçou que as medidas não dependem de espaço fiscal adicional. "Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional", declarou em coletiva. A equipe econômica afirma que os custos cabem no espaço fiscal já existente.

Os números mostram uma conta que fecha em torno dos R$ 7 bilhões, mas com pesos diferentes: a gasolina responde pela maior fatia, com R$ 2 bilhões, enquanto o diesel aparece com valor bem menor. A diferença reflete a estrutura de cada medida e o alcance de cada benefício.

Para quem acompanha o setor, a leitura é de uma ação de curto prazo, focada em segurar a pressão inflacionária sem furar o teto fiscal. A vigência curta da MP anterior e a possibilidade de revisão do subsídio do diesel indicam que o governo mantém margem de manobra para ajustar as regras conforme o petróleo se comportar no mercado internacional. impacto da guerra no Oriente Médio nos preços como funciona a subvenção do diesel

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/ministro-diz-impacto-medidas-combustiveis-soma-r-7-bilhoes-por-mes/
