# Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026, mostra Focus

> O boletim Focus do Banco Central registrou redução da expectativa de inflação para 2026 a 5,15%. A projeção caiu de 5,16% na semana anterior e de 5,33% há um mês. As estimativas para PIB, câmbio e taxa Selic permaneceram estáveis no período.

*Mercado Valor · Economia · 20 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

O mercado financeiro reduziu a expectativa de inflação para 2026 a 5,15%, segundo o boletim Focus do Banco Central. A projeção caiu de 5,16% na semana anterior e de 5,33% há um mês. PIB, câmbio e Selic permanecem estáveis.

## Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026, mostra Focus

O mercado financeiro reduziu a expectativa de inflação para 2026 a 5,15%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC). A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,16% na semana anterior e de 5,33% há quatro semanas. As estimativas para PIB, câmbio e Selic permanecem estáveis, indicando um cenário de ajuste gradual nas expectativas.

O boletim Focus do Banco Central, divulgado em 20 de julho de 2026, mostra que o mercado financeiro reduziu a expectativa de inflação para 2026 a 5,15% pelo IPCA. Na semana anterior, a projeção era de 5,16%; há quatro semanas, de 5,33%. As estimativas para PIB, câmbio e Selic se mantiveram estáveis.

## Inflação em 2026: trajetória de queda nas expectativas do mercado

A redução na projeção do IPCA para 2026 reflete uma tendência observada nas últimas semanas. Segundo o boletim Focus, a expectativa do mercado caiu de 5,33% há quatro semanas para 5,16% na semana passada, e agora para 5,15%. Para os anos seguintes, o boletim projeta inflação em 4,20% em 2027 e 3,78% em 2028.

A variação mensal do IPCA em junho de 2026 foi de 0,16%, segundo o Banco Central. Em maio, foi de 0,58%; em abril, 0,67%; em março, 0,88%; em fevereiro, 0,70%; e em janeiro, 0,33%. O dado de junho, mais baixo, ajuda a explicar a revisão para baixo nas projeções anuais.

## PIB 2026: projeção estável há três semanas

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as projeções do mercado financeiro se mantêm as mesmas há três semanas: crescimento de 1,99% em 2026. Há quatro semanas, a estimativa era de 1,98%. Para 2027, o mercado projeta alta de 1,65%; para 2028, de 2%. A estabilidade nas projeções do PIB sugere que o mercado não vê mudanças significativas no ritmo da atividade econômica no curto prazo.

## Câmbio mantém estabilidade pela quinta semana

As projeções para o câmbio ao final de 2026 estão estáveis há cinco semanas. A cotação prevista pelo mercado é de R$ 5,20 para 2026; R$ 5,28 para 2027; e R$ 5,30 para 2028. A estabilidade cambial, combinada com a queda na expectativa de inflação, sugere que o mercado não antecipa choques externos significativos no horizonte.

## Selic 2026: projeção em 14% pela quarta semana consecutiva

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela quarta semana consecutiva. A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é de 14,25%. Com isso, há expectativa de pelo menos uma redução na atual taxa até o final de 2026.

As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente. A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

## Histórico recente da Selic: de 15% ao ano para o cenário atual

De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano - o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes. O ciclo de aperto monetário foi intenso, mas o mercado agora projeta um afrouxamento gradual.

## Como a Selic impacta a inflação e a economia

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país - o que acaba por estimular a atividade econômica. Por outro lado, segundo os especialistas consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar pressões inflacionárias.

Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais caro, estimulando, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa. Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros dificultam a expansão da economia, uma vez que, ao desestimularem o consumo, reduzem demandas - ajudando a conter pressões inflacionárias.

Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram também outros fatores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

## O que esperar dos próximos meses

Com a inflação em trajetória de queda e a Selic projetada em 14% para o fim de 2026, o mercado sinaliza um cenário de acomodação. A redução na expectativa do IPCA para 5,15% reforça a percepção de que o ciclo de aperto monetário pode estar perto do fim. A reunião do Copom em agosto será um termômetro importante para confirmar essa tendência.

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## Perguntas Frequentes

### Qual é a expectativa de inflação para 2026?

Segundo o boletim Focus do Banco Central, a expectativa do mercado para o IPCA em 2026 é de 5,15%.

### A projeção de inflação caiu em relação à semana passada?

Sim, caiu de 5,16% na semana passada para 5,15% na atual.

### O que é o boletim Focus?

É um relatório semanal do Banco Central que reúne as projeções de mercado para inflação, PIB, câmbio e Selic.

### Qual a projeção para a Selic em 2026?

O mercado projeta a Selic em 14% ao final de 2026, com expectativa de pelo menos uma redução na taxa atual de 14,25%.

### Quando é a próxima reunião do Copom?

A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/mercado-reduz-expectativa-inflacao-515-2026/
