Economia

Impacto tende a ser marginal: tarifa dos EUA atinge setores, avalia especialista

ResumoLeonardo Costa, head de alocação da Etmos, avalia que a tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, vigente a partir de 22 de janeiro, terá impacto marginal no PIB. A medida afetará setores específicos como madeireiro, máquinas e sucroalcooleiro.

A nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entra em vigor em 22 de janeiro, deve ter impacto marginal no PIB, mas afetará setores como madeireiro, máquinas e sucroalcooleiro, avalia Leonardo Costa, head de alocação da Etmos.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 20 de julho de 2026
Impacto tende a ser marginal: tarifa dos EUA atinge setores, avalia especialista

"Impacto tende a ser marginal": nova tarifa dos EUA deve atingir setores específicos, avalia especialista

A nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entra em vigor nesta quarta-feira (22), tem reversão ou redução considerada improvável e pode sofrer acréscimo de até 12,5% em setores específicos, segundo Leonardo Costa, sócio e head de alocação da Etmos. O especialista avalia que "o impacto econômico agregado no Brasil tende a ser marginal", em entrevista ao Giro do Mercado, programa do Money Times no YouTube.

Impacto marginal no PIB, mas setores específicos na mira

De acordo com Costa, o impacto da nova tarifa projetado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 está estimado em cerca de 0,03 ponto percentual. Isso porque apenas cerca de 17% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estariam sujeitas às novas tarifas. Apesar do efeito macroeconômico limitado, alguns segmentos devem sentir impactos mais relevantes.

Entre os setores citados pelo especialista estão o madeireiro, o de máquinas e equipamentos elétricos e o sucroalcooleiro, bem como outras áreas ligadas às commodities agrícolas. Empresas nesses segmentos, inseridas no comércio internacional, são mais vulneráveis e tendem a ser acompanhadas de perto pelos investidores, especialmente diante da possibilidade de mais restrições comerciais.

Experiência prévia: diversificação como escudo

Costa adota uma visão mais tranquila sobre o novo cenário, lembrando que, em episódios anteriores, empresas brasileiras conseguiram reduzir os efeitos das barreiras comerciais por meio da diversificação dos destinos das exportações, preservando o saldo positivo da balança comercial. Essa estratégia histórica serve como um colchão para o impacto atual.

Medidas de compensação e risco fiscal

O especialista também menciona que o governo já estuda algumas medidas de compensação para setores prejudicados pelas tarifas, como foi feito no passado. Embora eventuais medidas de apoio governamentais possam amenizar perdas para empresas exportadoras, Costa destaca que elas podem aumentar a pressão sobre as contas públicas em um momento de restrições fiscais, e que é um risco que merece atenção adicional.

"Novos socorros ou qualquer ajuda do tipo, evidentemente, têm impacto do ponto de vista fiscal", afirmou. Assim, enquanto os efeitos diretos sobre o PIB parecem administráveis, o mercado continuará monitorando os desdobramentos da política comercial norte-americana.

Mercado acionário sob vigilância

No mercado acionário, empresas nos setores citados são mais vulneráveis, e tendem a ser acompanhadas de perto pelos investidores, especialmente diante da possibilidade de mais restrições comerciais. A atenção se concentra em companhias com exposição ao comércio internacional, particularmente as dos segmentos madeireiro, de máquinas e equipamentos elétricos e sucroalcooleiro.

Perguntas Frequentes

Qual é o impacto da nova tarifa dos EUA no PIB brasileiro?

O impacto projetado para o PIB de 2026 é de cerca de 0,03 ponto percentual, segundo Leonardo Costa, da Etmos.

Quais setores são mais afetados pela tarifa?

Os setores mais afetados incluem o madeireiro, o de máquinas e equipamentos elétricos e o sucroalcooleiro, além de áreas ligadas a commodities agrícolas.

O governo brasileiro planeja medidas de compensação?

Sim, o governo já estuda medidas de compensação para setores prejudicados, como foi feito no passado, mas isso pode pressionar as contas públicas.

A tarifa pode ser revertida ou reduzida?

Segundo o especialista, a reversão ou redução é considerada improvável, e pode haver acréscimo de até 12,5% em setores específicos.

Como as empresas brasileiras podem mitigar os efeitos?

Em episódios anteriores, empresas conseguiram reduzir os efeitos por meio da diversificação dos destinos das exportações, preservando o saldo positivo da balança comercial.

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