# Governo prevê fundo garantidor para agro com aporte de até R$ 2 bilhões, afirma Durigan

> O governo federal, por meio do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, prevê a criação de um fundo garantidor para o agronegócio com aporte de até R$ 2 bilhões. A iniciativa busca ampliar o acesso ao crédito rural e reduzir riscos para instituições financeiras.

*Mercado Valor · Economia · 15 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

O governo federal estuda criar um fundo garantidor para o agronegócio com aporte de até R$ 2 bilhões, segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. A medida visa ampliar o acesso ao crédito rural e reduzir riscos para os bancos.

## Governo prevê fundo garantidor para agro com aporte de até R$ 2 bilhões, afirma Durigan

O governo federal planeja criar um fundo garantidor para o agronegócio com aporte inicial de até R$ 2 bilhões. A informação foi confirmada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, em evento do setor. A medida busca destravar o crédito rural ao oferecer garantia adicional aos bancos, reduzindo o risco de inadimplência.

O fundo garantidor para o agro funcionaria como uma espécie de seguro para operações de crédito. Segundo Durigan, o aporte de até R$ 2 bilhões viria do Tesouro Nacional, mas o modelo exato ainda está em discussão. A proposta é que o fundo cubra parte das perdas dos bancos em caso de calote, incentivando a concessão de empréstimos a taxas mais baixas.

## Como funciona um fundo garantidor?

Um fundo garantidor é um mecanismo financeiro que oferece garantia a operações de crédito. No caso do agro, ele funcionaria como avalista para empréstimos tomados por produtores rurais. Se o produtor não pagar, o fundo cobre uma parcela da dívida, reduzindo o risco para o banco.

O governo já utiliza modelos semelhantes em outros setores. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por exemplo, protege depósitos bancários de até R$ 250 mil por CPF. Para o agro, a ideia é criar um fundo específico, com regras adaptadas ao ciclo de produção rural.

## Quem pode ser beneficiado?

A expectativa é que o fundo beneficie principalmente pequenos e médios produtores, que enfrentam mais dificuldade para obter crédito. Segundo dados do Banco Central, o crédito rural somou R$ 350 bilhões em 2025, com taxa média de juros de 11,5% ao ano para custeio. A falta de garantias reais é um dos principais entraves, especialmente para agricultores familiares.

"O fundo garantidor pode ser um divisor de águas para quem não tem imóvel ou maquinário para dar em garantia", afirma o economista Rubens Athayde. "Ele reduz o risco bancário e permite que mais produtores acessem o crédito."

## Impactos no crédito rural

Com o fundo, os bancos podem reduzir as taxas de juros e aumentar o prazo dos financiamentos. Atualmente, o crédito rural conta com recursos do Tesouro (Plano Safra) e depósitos à vista. O fundo garantidor atuaria como complemento, abrindo espaço para operações com menos burocracia.

Dados do Ministério da Agricultura indicam que o Plano Safra 2025/2026 destinou R$ 150 bilhões para o setor. A expectativa é que o fundo garantidor amplie esse montante, atraindo bancos privados que hoje evitam o crédito rural por causa do risco.

## Próximos passos

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. O governo deve enviar um projeto de lei nos próximos meses, com detalhes sobre o funcionamento do fundo. A previsão é que o aporte de até R$ 2 bilhões seja incluído no Orçamento de 2027.

Para o economista Rubens Athayde, a medida é positiva, mas exige cautela. "O fundo não pode virar uma fonte de subsídio disfarçado. É preciso ter regras claras de acesso e limites de valor por produtor", alerta.

## Alternativas ao fundo garantidor

Outros países já adotam mecanismos semelhantes. Nos Estados Unidos, o Farm Service Agency (FSA) oferece garantias a empréstimos rurais. No Brasil, o Fundo de Aval para a Micro e Pequena Empresa (Fampe) do Sebrae funciona de forma parecida para pequenos negócios fundo garantidor para PMEs.

A diferença é que o fundo do agro seria federal e com aporte direto do Tesouro. Isso pode acelerar a implementação, mas também traz riscos fiscais. O governo precisará equilibrar a necessidade de crédito com a responsabilidade orçamentária.

## Perguntas Frequentes

### O que é o fundo garantidor para o agro?

É um mecanismo financeiro que oferece garantia a operações de crédito rural. O governo federal aportará até R$ 2 bilhões para cobrir parte do risco dos bancos.

### Quem pode usar o fundo?

Produtores rurais, especialmente pequenos e médios, que tenham dificuldade de obter crédito por falta de garantias reais.

### O fundo vai aumentar o endividamento do governo?

Não diretamente. O aporte é uma reserva que cobre perdas em caso de inadimplência, mas não representa gasto imediato. O risco é fiscal se houver calotes em massa.

### Quando o fundo começa a funcionar?

Ainda depende de aprovação do Congresso. O governo deve enviar o projeto em 2026, com previsão de início em 2027.

### O fundo substitui o Plano Safra?

Não. O fundo garantidor é complementar ao Plano Safra. Ele amplia a oferta de crédito, mas não substitui os recursos do Tesouro.

### Como o fundo impacta os juros do crédito rural?

Com menor risco, os bancos podem reduzir as taxas de juros. A expectativa é que o custo do crédito rural caia entre 1 e 2 pontos percentuais.

crédito rural para pequenos produtores Plano Safra 2026/2027

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/governo-preve-fundo-garantidor-agro-aporte-ate-r-2-bilhoes-afirma-durigan/
