# Governo incorpora Selic de 14% e aumenta previsão para a inflação de 2026

> O governo brasileiro revisou para cima a projeção da inflação de 2026 ao incorporar a taxa Selic de 14,25% ao ano. A nova estimativa considera o IPCA acumulado em 4,2% nos últimos 12 meses, conforme dados do Banco Central e do IBGE. A medida impacta diretamente o planejamento de investimentos e o poder de compra da população.

*Mercado Valor · Economia · 15 de julho de 2026 · Caetano Vidal*

O governo revisou para cima a previsão da inflação de 2026 ao incorporar a taxa Selic de 14,25% ao ano. Dados do Banco Central e do IBGE mostram o IPCA acumulado em 4,2% nos últimos 12 meses. Veja como a nova projeção impacta seus investimentos e o bolso.

A equipe econômica ajustou as contas do orçamento de 2026 e incorporou a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, patamar que elevou a projeção oficial para a inflação. A decisão reflete o cenário de juros altos mantido pelo Banco Central, que fixou a Selic meta em 14,25% desde o fim de julho de 2026.

Segundo o Banco Central, a Selic meta em 05/08/2026 foi 14,25%, o mesmo valor registrado nos primeiros dias do mês. O Copom sinalizou que a taxa deve permanecer nesse nível por tempo prolongado para conter as pressões inflacionárias.

## O impacto da Selic de 14,25% na inflação de 2026

Quando o governo incorpora a Selic de 14% ao ano nas projeções fiscais, o efeito imediato é o aumento do custo da dívida pública. Isso pressiona o orçamento e, indiretamente, as expectativas de inflação. A nova previsão do governo para o IPCA de 2026 subiu para 4,5%, ante 4,2% da projeção anterior.

Dados do IBGE mostram que o IPCA registrou variação de 0,162 em junho de 2026, enquanto o Banco Central aponta variação mensal de 0,16% no mesmo mês. Em maio de 2026, o IPCA variou 0,58%, e em abril, 0,67%.

### Por que a Selic alta pressiona a inflação

A relação entre juros e inflação não é linear. Com a Selic em 14,25%, o crédito fica mais caro, o que reduz o consumo e a atividade econômica. Por outro lado, o aumento dos juros eleva o custo da dívida pública, que o governo precisa rolar. Esse ciclo pode gerar mais emissão de moeda e, consequentemente, inflação.

O Banco Central usa a Selic justamente para controlar a inflação. Quando a taxa sobe, o consumo cai e os preços tendem a desacelerar. Mas o governo, ao incorporar a Selic de 14% nas contas, sinaliza que espera juros altos por mais tempo, o que mexe com as expectativas do mercado.

## Como a nova previsão de inflação afeta seus investimentos

Com a inflação mais alta, o poder de compra do real diminui. Para quem investe, a recomendação é buscar ativos que acompanhem o IPCA, como títulos públicos indexados à inflação. A renda fixa prefixada, por outro lado, perde atratividade se a inflação superar a taxa contratada.

Dados oficiais do IBGE indicam que o IPCA acumulado em 12 meses até junho de 2026 estava em 4,2%. Com a nova projeção do governo, esse número pode subir para 4,5% ou mais, dependendo do comportamento dos preços administrados e dos alimentos.

### O que esperar do Copom nos próximos meses

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantém a Selic em 14,25% desde 31 de julho de 2026. A ata da última reunião indicou que o ciclo de aperto monetário pode ter chegado ao fim, mas que a taxa deve permanecer nesse nível por tempo suficiente para garantir a convergência da inflação para a meta.

Para quem acompanha o mercado, a dúvida é: quando a Selic vai cair? A resposta depende da trajetória da inflação. Se o IPCA continuar subindo, o BC pode até elevar os juros novamente. Se a inflação ceder, o Copom pode iniciar cortes a partir de 2027.

## Perguntas Frequentes

### O governo realmente incorporou a Selic de 14%?

Sim. A equipe econômica atualizou as projeções fiscais de 2026 e passou a considerar a Selic em 14,25% ao ano, conforme fixado pelo Banco Central desde o fim de julho de 2026.

### Qual a previsão de inflação para 2026?

O governo elevou a projeção do IPCA para 2026 de 4,2% para 4,5%, após incorporar a Selic de 14,25%. Dados do IBGE mostram que o IPCA acumulado em 12 meses até junho de 2026 estava em 4,2%.

### A Selic de 14,25% vai subir mais?

O Copom sinalizou que a taxa deve permanecer em 14,25% por tempo prolongado. A decisão de novos aumentos depende da evolução da inflação e das expectativas de mercado.

### Como a inflação mais alta impacta o bolso?

Com a inflação subindo, o poder de compra do real cai. Produtos e serviços ficam mais caros. Para quem tem dívidas, especialmente as indexadas ao CDI ou Selic, os juros também sobem.

### O que investir com Selic a 14,25%?

Ativos pós-fixados atrelados ao CDI ou Selic, como CDBs e títulos do Tesouro Selic, são os mais indicados. Títulos indexados ao IPCA também protegem o poder de compra. Evite renda fixa prefixada longa, que pode perder para a inflação.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/governo-incorpora-selic-14-aumenta-previsao-inflacao-2026/
