Economia

Flávio Bolsonaro propõe 'amiga virtual' para mulheres vítimas de violência

ResumoO Projeto de Lei do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propõe a criação de uma "amiga virtual" baseada em inteligência artificial para orientar e registrar denúncias de mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa enfrenta críticas de especialistas quanto à eficácia e segurança do sistema automatizado em substituição ao atendimento humano especializado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou um projeto de lei que cria uma 'amiga virtual' para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta usa inteligência artificial para dar orientações e registrar denúncias, mas já enfrenta críticas de especialistas.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 17 de julho de 2026
Flávio Bolsonaro propõe 'amiga virtual' para mulheres vítimas de violência

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou um projeto de lei que cria uma 'amiga virtual' para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta usa inteligência artificial para dar orientações e registrar denúncias, mas já enfrenta críticas de especialistas.

O projeto de lei do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propõe a criação de uma assistente virtual, batizada de 'amiga virtual', para orientar mulheres vítimas de violência doméstica. A ferramenta usaria inteligência artificial para fornecer informações sobre direitos, canais de denúncia e acionar a polícia em emergências. A proposta ainda tramita no Congresso.

Como funciona a 'amiga virtual' proposta por Flávio Bolsonaro

A 'amiga virtual' seria um chatbot integrado a aplicativos de mensagem, como WhatsApp, e a sites do governo. A mulher em situação de violência poderia conversar com a ferramenta de forma anônima, sem precisar se identificar. A inteligência artificial seria programada para reconhecer sinais de risco imediato e, nesses casos, acionar automaticamente a polícia ou o Ministério Público.

O projeto prevê que a assistente também ofereça informações sobre a Lei Maria da Penha, orientação sobre medidas protetivas e encaminhamento para serviços de acolhimento. A ideia é reduzir as barreiras que impedem muitas vítimas de denunciar, como medo do agressor ou falta de conhecimento sobre os canais oficiais.

Críticas de especialistas ao projeto

Especialistas em violência doméstica apontam limitações na proposta. Uma das principais críticas é que a tecnologia não substitui o atendimento humano especializado. 'A violência doméstica envolve questões emocionais e de segurança que um robô não consegue avaliar', afirma a advogada Marina Ganzarolli, especialista em direitos das mulheres.

Outro ponto é o risco de falhas técnicas. Se a vítima estiver em perigo imediato e o chatbot não identificar corretamente a situação, a ajuda pode não chegar a tempo. Além disso, críticos questionam a falta de detalhes sobre o orçamento e a infraestrutura necessária para implementar o sistema.

Tramitação no Congresso e próximos passos

O projeto de lei de Flávio Bolsonaro ainda precisa passar pelas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado antes de virar lei. Não há prazo definido para votação. Enquanto isso, a proposta já gerou debate nas redes sociais, com opiniões divididas entre quem vê a ferramenta como inovadora e quem a considera insuficiente.

Outras iniciativas de tecnologia contra violência doméstica

O Brasil já conta com canais de denúncia como o Ligue 180 e aplicativos como o 'SOS Mulher' em alguns estados. A 'amiga virtual' seria uma tentativa de unificar e modernizar o acesso a esses serviços. No entanto, especialistas defendem que a tecnologia deve ser complementar, e não substituta, do atendimento presencial.

Perguntas Frequentes

O que é a 'amiga virtual' proposta por Flávio Bolsonaro?

É um assistente virtual baseado em inteligência artificial para orientar e auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica, com funções de denúncia e acionamento de emergência.

Como a 'amiga virtual' vai funcionar na prática?

A ferramenta será um chatbot acessível por aplicativos de mensagem e sites, permitindo conversas anônimas e acionamento automático da polícia em casos de risco.

Quais são as críticas ao projeto?

Especialistas apontam que a tecnologia não substitui o atendimento humano, há risco de falhas técnicas e falta detalhamento sobre custos e implementação.

O projeto já foi aprovado?

Não. O projeto ainda tramita no Congresso e precisa passar por comissões antes de ser votado.

Existem outras ferramentas como essa no Brasil?

Sim, há o Ligue 180 e aplicativos estaduais como o 'SOS Mulher', mas a 'amiga virtual' seria uma tentativa de integrar e modernizar o acesso.

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