Economia

Flávio Bolsonaro promete maior corte tributário da história

ResumoFlávio Bolsonaro, em convenção do PL em Santa Catarina, prometeu o maior corte tributário da história do Brasil, com redução de impostos sobre folha de pagamento e consumo. A proposta visa aliviar a carga fiscal para empresas e trabalhadores, sem detalhar fontes de compensação ou impacto fiscal. A medida depende de aprovação legislativa e enfrenta desafios orçamentários.

Em convenção do PL em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro prometeu o maior corte de carga tributária da história do País, com redução de impostos sobre folha e consumo. Saiba o que ele disse.

Lia Hartmann
Lia Hartmann Especialista em renda fixa · 03 de agosto de 2026
Flávio Bolsonaro promete maior corte tributário da história

Flávio Bolsonaro promete o maior corte de carga tributária da história do País

O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometeu na tarde deste sábado, 1, que, se eleito, irá promover o maior corte de carga tributária da história do País. A declaração foi feita durante convenção do PL de Santa Catarina. A promessa mira diretamente o bolso do contribuinte, que hoje paga, segundo o senador, em média 32% de imposto.

O que Flávio Bolsonaro prometeu sobre impostos?

Flávio Bolsonaro afirmou que quer bater o recorde do presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, foi o único na história do Brasil que reduziu imposto durante sua vida. "Quero bater o recorde do presidente Jair Bolsonaro, que foi o único na história desse Brasil que eu vi reduzir imposto na minha vida", disse ele.

O senador criticou o atual governo, que, de acordo com ele, foi responsável por aumentar a carga tributária e endividar o povo brasileiro. "Ninguém aguenta mais pagar tanto imposto. A gente paga em média 32% de imposto. Paga imposto para comer, beber, estudar, se transportar. Se vende ou compra uma casa, paga imposto, se vende ou compra um carro, paga imposto. Como é que vive nesse país com esse atual governo?", questionou.

Redução de impostos sobre folha e consumo

Entre as propostas a serem apresentadas, Flávio Bolsonaro disse que pretende reduzir a carga tributária que incide hoje sobre a folha de pagamento das empresas e sobre o consumo de bens e serviços. "Porque o salário do trabalhador tem que ficar com o trabalhador", afirmou.

Na prática, isso significa que o trabalhador poderia ver uma diferença no contracheque, já que a folha de pagamento das empresas é um dos custos que pesam na contratação e, muitas vezes, são repassados ao consumidor final.

Sonegação como sobrevivência: a visão do candidato

Flávio Bolsonaro também abordou um tema sensível: a sonegação de impostos. Segundo ele, devido à alta carga tributária, sonegar impostos, às vezes, é uma questão de sobrevivência. "Você acha que alguém que tem uma barraquinha de cachorro-quente, de caldo de cana e pastel, vai pagar 30% ou 40% de imposto para o governo? Ou vai preferir comprar comida para o filho, comprar um remédio para sua mãe? É claro que ele vai sonegar, é questão de sobrevivência. E a culpa é do governo", afirmou.

A declaração coloca a responsabilidade da sonegação no governo atual, que, na visão do senador, não dá alternativas ao pequeno empreendedor.

Aposentados e poder de compra

O candidato também esclareceu que não pretende "fazer economia" em cima dos aposentados. "Os aposentados podem ficar certos de uma coisa, não vou fazer economia em cima de aposentado, pelo contrário. A gente vai devolver o poder de compra, porque vamos controlar os gastos do governo. Vamos reduzir a taxa de juro e reduzir a inflação", pontuou.

A promessa de controlar gastos e reduzir juros e inflação é central para devolver poder de compra, especialmente para quem vive de renda fixa, como aposentados e pensionistas.

Jovens, financiamento estudantil e empreendedorismo

O filho de Bolsonaro também disse que pretende incentivar os jovens brasileiros a abrirem sua própria empresa, a se formalizarem e a estudarem. A proposta inclui mudar as regras do financiamento estudantil. "O jovem que não tem condições de pagar uma universidade, hoje tem medo de pegar um financiamento, porque não sabe se vai acabar a faculdade, se vai conseguir um emprego e ficar com uma dívida. Nós vamos mudar essa regra. O jovem vai poder estudar numa universidade e só vai começar a restituir o seu financiamento quando estiver com um emprego fixo e em parcelas longas, a juro baixíssimo, que ele não vai nem sentir. O governo vai investir na nossa juventude", prometeu.

A ideia é que o estudante só comece a pagar o financiamento depois de empregado, com parcelas longas e juros baixos, o que reduziria o risco de inadimplência e incentivaria a formação superior.

O que isso significa para o investidor e o consumidor?

Para quem acompanha renda fixa, a promessa de reduzir a taxa de juro e a inflação é um sinal de possíveis mudanças no cenário macroeconômico. Se concretizada, uma queda nos juros básicos tende a reduzir a rentabilidade de títulos pós-fixados, mas pode valorizar papéis pré-fixados e inflação. O juro composto não perdoa: quem investe em renda fixa precisa acompanhar de perto as sinalizações do governo e do Banco Central.

Para o consumidor, a redução de impostos sobre consumo e folha pode baratear bens e serviços, mas o efeito prático depende de como a reforma seria implementada e de quanto tempo levaria para chegar ao bolso do cidadão.

Perguntas Frequentes

Flávio Bolsonaro é candidato à presidência?

Sim, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é senador e candidato à presidência da República.

Qual é a proposta tributária de Flávio Bolsonaro?

Ele promete o maior corte de carga tributária da história do País, com redução de impostos sobre a folha de pagamento das empresas e sobre o consumo de bens e serviços.

O que Flávio Bolsonaro disse sobre sonegação?

Ele afirmou que, com a alta carga tributária, sonegar impostos, às vezes, é questão de sobrevivência, especialmente para pequenos empreendedores, e atribuiu a culpa ao governo atual.

O que ele prometeu para os aposentados?

Ele disse que não vai fazer economia em cima dos aposentados e prometeu devolver o poder de compra via controle de gastos, redução da taxa de juro e da inflação.

O que ele propõe para o financiamento estudantil?

O candidato propõe que o jovem só comece a restituir o financiamento quando estiver com emprego fixo, em parcelas longas e com juros baixos.

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