# Flávio Bolsonaro não deveria ser candidato, diz Caiado

> Ronaldo Caiado declarou que Flávio Bolsonaro não deveria ser candidato, pois o senador não comprovou inocência em questões judiciais. A afirmação do governador de Goiás ocorre em contexto de disputa política, indicando fragilidade eleitoral. A declaração impacta o eleitor ao sinalizar possível rejeição a candidaturas com pendências jurídicas.

*Mercado Valor · Economia · 07 de agosto de 2026 · Bianca Solano*

Ronaldo Caiado afirmou que Flávio Bolsonaro não teve capacidade de comprovar inocência e não deveria ser candidato. Entenda o impacto político e o que isso significa para o eleitor.

## Flávio Bolsonaro não teve capacidade de comprovar inocência e não deveria ser candidato, diz Ronaldo Caiado

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, ampliou os ataques a Flávio Bolsonaro e afirmou, nesta sexta-feira (7), que o adversário não teve capacidade de comprovar inocência no caso "Dark Horse" e nas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Por isso, segundo ele, o candidato do PL não deveria disputar as eleições presidenciais de 2026.

## Por que Caiado mudou de posição sobre Flávio Bolsonaro?

Caiado explicou que sua posição inicial era de que Flávio deveria se explicar. "No momento em que não explicou e acumulou outras situações que não conseguiu convencer, a posição foi diferente. Se não teve capacidade de comprovar inocência, não tem capacidade de ser candidato", disse durante sabatina da GloboNews com presidenciáveis.

O ex-governador de Goiás completou: "Ele não deveria ser candidato a presidente se tem dúvida em relação ao comportamento. Não pode governar se não tiver autoridade moral, porque geraria uma crise de governabilidade e respeito às instituições".

## O impacto prático para o eleitor em 2026

A disputa pela Presidência ganha contornos mais duros. Para quem acompanha as eleições, a mudança de tom de Caiado sinaliza que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro deve dominar debates e sabatinas. Isso afeta diretamente a sua decisão de voto, já que a capacidade de um candidato de governar passa pela confiança que inspira.

## Caiado propõe polícia transnacional com países da América do Sul

Entre os temas da sabatina, Caiado voltou a priorizar a questão da violência. Se eleito, trabalhará com os dez países que fazem fronteira com o Brasil na América do Sul para criar uma "polícia transnacional", da qual pretende ser o primeiro comandante.

"Uma polícia em parceria que terá livre trânsito entre os países, assim como fiz como governador de Goiás. Temos acordo com Estados limítrofes e as polícias têm livre trânsito (nas divisas)", afirmou.

Ao ser questionado sobre o fracasso da proposta discutida com outros governadores para criar um consórcio da paz, que seria um embrião do que ele propõe para a América do Sul, Caiado afirmou que o modelo nunca teve apoio do governo federal.

## Câmeras corporais: Caiado discorda de Tarcísio de Freitas

O ex-governador de Goiás manteve posição contrária às câmeras corporais nas polícias. Caiado disse discordar do aliado, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), de que os acessórios preservam inclusive a vida dos policiais, com redução pela metade nas mortes dos profissionais desde a adoção. "Câmeras não dão liberdade para ir ao confronto e a pessoa tem que entender que está numa guerra", afirmou.

## Forças armadas e o combate ao crime organizado

Caiado repetiu que, se eleito, as "forças armadas vão entrar para resolver e não para prender. Vão reocupar território". Segundo ele, 340 municípios da Amazônia estão sob comando do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), e o narcotráfico na região tem suporte de forças do México, Venezuela e Colômbia, o que justificaria o uso das forças armadas e a criação da polícia transnacional.

## Emendas parlamentares: Caiado quer direcionar 100% para obras

Caiado afirmou que há "desestruturação do presidencialismo" ao comentar sobre as emendas parlamentares. Ele pretende direcioná-las integralmente para obras do seu plano de governo. O candidato afirmou que governaria "tranquilamente" com as emendas, mas que não poderá ter "594 planos de governo", referindo-se ao número de parlamentares do Congresso Nacional.

"Na minha época, nunca teve uma emenda impositiva enquanto fui senador e deputado. Nunca vi isso na minha vida, nunca vi emenda impositiva. Então, essa é a desestruturação do presidencialismo", afirmou. "Você tem uma desordem institucional completa. Então é preciso que o cidadão entenda que vai ter um presidente da República com autoridade moral e capacidade de negociar esses assuntos."

Na sequência, o ex-governador de Goiás afirmou que vai apresentar obras por setor para os parlamentares aplicarem as suas emendas. "Vou direcionar 100% nas obras do governo, do meu plano de governo, eleito pela população". Ele afirmou ainda que "não tem como" um parlamentar dizer não. "Você não pode menosprezar também o peso da cadeira da Presidência da República", acrescentou.

## O que isso significa para a sua vida financeira?

A disputa eleitoral e as propostas de segurança pública têm impacto direto no seu bolso. A criação de uma polícia transnacional, por exemplo, pode significar mais gastos públicos, o que afeta a inflação e os juros. Além disso, a forma como as emendas parlamentares serão usadas pode influenciar a execução de obras e serviços que você utiliza no dia a dia.

## Perguntas Frequentes

### Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência em 2026?

Sim, Flávio Bolsonaro é candidato do PL às eleições presidenciais de 2026, mas enfrenta críticas de adversários como Ronaldo Caiado.

### O que é o caso "Dark Horse"?

O caso "Dark Horse" é uma das situações citadas por Caiado para justificar a afirmação de que Flávio Bolsonaro não comprovou inocência. A fonte não traz detalhes adicionais sobre o caso.

### Quem é Daniel Vorcaro?

Daniel Vorcaro é citado por Caiado como uma das relações de Flávio Bolsonaro que levantam dúvidas. A fonte não especifica o papel de Vorcaro no caso.

### O que é a polícia transnacional proposta por Caiado?

É uma proposta de parceria entre Brasil e os dez países da América do Sul que fazem fronteira com o país, para criar uma polícia com livre trânsito entre as nações, com Caiado como primeiro comandante.

### Caiado é a favor das câmeras corporais?

Não. Caiado é contra as câmeras corporais nas polícias, discordando do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que defende o uso dos equipamentos.

eleições 2026 e impacto na economia segurança pública e orçamento familiar como as emendas parlamentares afetam sua cidade

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/flavio-bolsonaro-nao-teve-capacidade-comprovar-inocencia-nao-deveria-ser-candida/
