# Fitch deixa de usar cenário adverso de guerra com Irã como sinal para ratings

> A Fitch Ratings retirou o cenário adverso de guerra com o Irã como referência para rebaixar ratings soberanos. A mudança reflete a evolução das tensões geopolíticas e a adoção de um modelo de estresse mais alinhado à realidade atual. A decisão impacta diretamente a avaliação de risco de países como o Brasil.

*Mercado Valor · Economia · 17 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

A Fitch Ratings retirou o cenário adverso de guerra com o Irã como referência para rebaixar ratings soberanos. A mudança reflete a evolução das tensões geopolíticas e a adoção de um modelo de estresse mais alinhado à realidade atual. Entenda o que isso significa para o Brasil e p

## Fitch deixa de usar cenário adverso de guerra com Irã como sinal para ratings

A Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação de risco do mundo, anunciou que não utilizará mais o cenário de guerra com o Irã como gatilho para rebaixar ratings soberanos. A mudança substitui esse cenário por um modelo de estresse mais amplo, baseado em choques de commodities e inflação global. A decisão reflete a evolução das tensões geopolíticas e a necessidade de cenários mais realistas para a avaliação de crédito.

## O que mudou na metodologia da Fitch?

A Fitch Ratings abandonou o cenário adverso de guerra com o Irã como referência para ratings soberanos. Em vez disso, a agência adotou um modelo de estresse que considera choques simultâneos em commodities e inflação global, sem depender de um conflito geopolítico específico. Segundo a Fitch, o novo cenário é mais flexível e captura riscos sistêmicos de forma mais abrangente.

A mudança ocorre após anos de críticas de analistas e governos, que apontavam que o cenário de guerra com o Irã era desatualizado e pouco realista para a maioria dos países. A Fitch, então, passou a utilizar um modelo baseado em eventos históricos de estresse, como a crise de 2008 e a pandemia de Covid-19, ajustados para a realidade atual.

## Impacto para o Brasil

Para o Brasil, a mudança é positiva. O país, que atualmente possui rating BB (grau especulativo) pela Fitch, não estava mais exposto ao cenário de guerra com o Irã. No entanto, a adoção de um modelo de estresse mais amplo pode beneficiar economias emergentes, como a brasileira, ao reduzir a probabilidade de rebaixamentos baseados em eventos geopolíticos específicos.

Segundo dados do Banco Central, a economia brasileira tem mostrado resiliência a choques externos, com inflação controlada e reservas internacionais robustas. Isso reduz o risco de rebaixamento mesmo em cenários de estresse.

## Como a Fitch avalia ratings soberanos?

A Fitch Ratings avalia ratings soberanos com base em cinco pilares principais: qualidade institucional, perfil econômico, perfil fiscal, perfil externo e flexibilidade monetária. A agência utiliza cenários de estresse para testar a resiliência dos países a choques adversos.

O cenário de guerra com o Irã era um desses testes, mas foi substituído por um modelo mais amplo. A Fitch também considera fatores como dívida pública, déficit fiscal e estabilidade política.

## O que é o cenário adverso de guerra com o Irã?

O cenário adverso de guerra com o Irã era um modelo hipotético usado pela Fitch para simular o impacto de um conflito geopolítico de grande escala nos ratings soberanos. O cenário considerava um aumento abrupto nos preços do petróleo, interrupções no comércio global e inflação elevada.

No entanto, a Fitch decidiu abandoná-lo por considerá-lo desatualizado e pouco realista para a maioria dos países. Em vez disso, a agência passou a utilizar um modelo baseado em choques de commodities e inflação global, sem depender de um conflito geopolítico específico.

## O novo modelo de estresse da Fitch

O novo modelo de estresse da Fitch Ratings é mais flexível e abrangente. Ele considera choques simultâneos em commodities, inflação global e taxas de juros, sem depender de um evento geopolítico específico. A agência também utiliza dados históricos de crises passadas, como a crise de 2008 e a pandemia de Covid-19.

Segundo a Fitch, o novo modelo é mais realista e captura riscos sistêmicos de forma mais precisa. A mudança também reflete a evolução das tensões geopolíticas e a necessidade de cenários mais alinhados à realidade atual.

## O que esperar para os ratings soberanos?

A mudança na metodologia da Fitch Ratings pode ter implicações significativas para os ratings soberanos. Países que antes estavam expostos ao cenário de guerra com o Irã podem se beneficiar da adoção de um modelo de estresse mais amplo. Por outro lado, a Fitch pode se tornar mais rigorosa em relação a choques de commodities e inflação global.

Para o Brasil, a mudança é positiva, mas o país ainda precisa melhorar seus fundamentos fiscais e econômicos para conquistar um upgrade de rating. Segundo o Banco Central, a dívida pública bruta encerrou maio em 78% do PIB, patamar que ainda preocupa as agências.

## Perguntas Frequentes

### Por que a Fitch abandonou o cenário de guerra com o Irã?

A Fitch considerou o cenário desatualizado e pouco realista para a maioria dos países. A agência adotou um modelo de estresse mais amplo, baseado em choques de commodities e inflação global.

### O que muda para o Brasil?

A mudança é positiva para o Brasil, que não estava mais exposto ao cenário de guerra com o Irã. O novo modelo de estresse pode beneficiar economias emergentes ao reduzir a probabilidade de rebaixamentos baseados em eventos geopolíticos específicos.

### Como a Fitch avalia ratings soberanos?

A Fitch avalia ratings soberanos com base em cinco pilares: qualidade institucional, perfil econômico, perfil fiscal, perfil externo e flexibilidade monetária. A agência utiliza cenários de estresse para testar a resiliência dos países.

### O que é o novo modelo de estresse da Fitch?

O novo modelo considera choques simultâneos em commodities, inflação global e taxas de juros, sem depender de um evento geopolítico específico. A agência utiliza dados históricos de crises passadas.

### A mudança afeta o rating do Brasil?

Sim, indiretamente. A adoção de um modelo de estresse mais amplo pode beneficiar o Brasil ao reduzir a probabilidade de rebaixamentos baseados em eventos geopolíticos específicos. No entanto, o país ainda precisa melhorar seus fundamentos fiscais.

### O que é o cenário adverso de guerra com o Irã?

Era um modelo hipotético usado pela Fitch para simular o impacto de um conflito geopolítico de grande escala nos ratings soberanos. O cenário considerava aumento nos preços do petróleo, interrupções no comércio global e inflação elevada.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/fitch-deixa-usar-cenario-adverso-guerra-ira-como-sinal-ratings/
