Economia

Fachin rebate falas de Milei contra Alexandre de Moraes e defende STF

ResumoO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rebateu as falas do presidente argentino Javier Milei contra o ministro Alexandre de Moraes. Fachin classificou a referência de Milei como desrespeitosa e incompatível com a civilidade, defendendo a atuação do STF e a independência do Poder Judiciário brasileiro.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, rebateu as críticas feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, a Alexandre de Moraes, classificando a referência como desrespeitosa e incompatível com a civilidade.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 27 de julho de 2026
Fachin rebate falas de Milei contra Alexandre de Moraes e defende STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rebateu as críticas feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, a Alexandre de Moraes. Em nota oficial, Fachin classificou a referência como desrespeitosa e incompatível com a civilidade, e reafirmou a autonomia do Judiciário brasileiro. A declaração de Milei ocorreu durante evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, no sábado (25).

O contexto do ataque de Milei a Alexandre de Moraes

Os ataques ao ministro Alexandre de Moraes foram proferidos por Javier Milei durante seu discurso no evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, realizado nesse sábado (25). Na ocasião, Milei reclamou de não ter recebido autorização para visitar Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

Milei comparou o caso ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso. "Para piorar tudo, o lixo... Ele não me permitiu visitar meu amigo injustamente preso, embora eu saiba que Lula estava cansado de receber líderes estrangeiros enquanto estava na prisão, incluindo o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernández", disse Milei, em referência a Alexandre de Moraes.

A nota oficial de Edson Fachin

Na tarde desse sábado (25), Fachin rebateu as críticas ao colega do STF. Em nota, ele classificou a referência a Moraes como desrespeitosa e incompatível com a civilidade, e reiterou a autonomia do Judiciário.

"Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil. Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados", escreveu o presidente do STF.

A defesa da autonomia do Judiciário

A nota de Fachin reforça a independência do Poder Judiciário brasileiro, destacando que as ações de Alexandre de Moraes foram baseadas na Constituição e nas leis do país. A manifestação também critica a postura de Milei, que, segundo Fachin, feriu a civilidade esperada nas relações entre Estados.

A manifestação de Flávio Dino

O ministro Flávio Dino também se manifestou sobre o episódio. Sem citar nomes, ele divulgou uma nota em seu perfil no Instagram em que critica "trapaceiros" e enaltece o Poder Judiciário na defesa do constitucionalismo, "que é essencialmente um sistema de limitação de poderes estatais e privados, inclusive estrangeiros". "Em consequência, um bom Tribunal estabelece fronteiras intransponíveis para os totalitários e trapaceiros", acrescentou.

A defesa do constitucionalismo

A nota de Flávio Dino, embora não mencione diretamente Milei ou Moraes, reforça o papel do Judiciário como guardião da Constituição e dos limites ao poder. A crítica a "trapaceiros" e "totalitários" ecoa o tom de defesa institucional presente na manifestação de Fachin.

O impacto diplomático das declarações

As declarações de Milei e a resposta de Fachin ocorrem em um contexto de tensões diplomáticas entre Brasil e Argentina. A fala do presidente argentino, feita em solo brasileiro, foi vista como uma interferência nos assuntos internos do Judiciário brasileiro. A nota de Fachin, ao deplorar manifestações incompatíveis com a civilidade, estabelece um precedente de defesa da soberania judicial.

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

O episódio ocorre em meio à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Milei, ao reclamar da falta de autorização para visitá-lo, trouxe à tona comparações com o período de prisão de Lula, gerando críticas de setores do Judiciário e da política brasileira.

A comparação com o caso Lula

Milei comparou a situação de Bolsonaro à de Lula, que recebeu líderes estrangeiros enquanto estava preso. A comparação foi criticada por Fachin, que destacou a legalidade dos atos de Moraes e a autonomia do Judiciário brasileiro.

A defesa do STF e da democracia

As manifestações de Fachin e Dino reforçam a posição do STF como guardião da Constituição e da democracia. Em um momento de polarização política, a defesa institucional do Judiciário se torna central para a manutenção do Estado de Direito.

O papel do STF na limitação de poderes

Flávio Dino, em sua nota, destacou que o constitucionalismo é essencialmente um sistema de limitação de poderes estatais e privados, inclusive estrangeiros. A fala reforça a importância de um Judiciário independente para frear abusos de poder, sejam eles nacionais ou internacionais.

Perguntas Frequentes

O que disse Edson Fachin sobre as críticas de Milei?

Fachin classificou a referência de Milei a Alexandre de Moraes como "desrespeitosa" e "incompatível com a civilidade", reafirmando a autonomia do Judiciário brasileiro.

O que motivou os ataques de Milei a Alexandre de Moraes?

Milei reclamou de não ter recebido autorização para visitar Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, e comparou o caso ao período de prisão de Lula.

Qual foi a reação de Flávio Dino?

Sem citar nomes, Dino criticou "trapaceiros" e enalteceu o Judiciário na defesa do constitucionalismo, afirmando que um bom Tribunal estabelece fronteiras para totalitários.

Onde ocorreu o discurso de Milei?

O discurso ocorreu durante o evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, no sábado (25).

Como o STF reagiu institucionalmente?

A Presidência do STF, por meio de Edson Fachin, deplorou as manifestações de Milei, considerando-as incompatíveis com a civilidade que deve reger as relações entre Estados.

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