# Expert XP: Melhorar superávit "custe o que custar", diz Durigan

> O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou na Expert XP que o governo melhorará o superávit primário "custe o que custar", com meta de 0,5% do PIB em 2027. A declaração visa sinalizar compromisso fiscal para reduzir juros e atrair capital privado, embora o mercado questione o custo do ajuste necessário.

*Mercado Valor · Economia · 24 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou na Expert XP que o governo vai melhorar o superávit do país "custe o que custar", com meta de 0,5% em 2027. A promessa fiscal visa reduzir juros e atrair capital privado, mas o mercado questiona o custo do ajuste.

## Expert XP: Durigan promete superávit "custe o que custar" e mira juros mais baixos

O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta sexta-feira (24), durante a Expert XP em São Paulo, que o governo vai melhorar o superávit do país "custe o que custar". A declaração, feita em um painel do evento, reforça o compromisso fiscal como peça central da estratégia econômica. Durigan prometeu um superávit de 0,5% em 2027, "eventualmente diminuindo subvenção".

O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo vai melhorar o superávit do país "custe o que custar". Em painel na Expert XP, em São Paulo, ele disse que o compromisso fiscal é "parte central do quebra-cabeça" da economia e prometeu superávit de 0,5% em 2027, com eventual redução de subvenções.

### O que Durigan disse sobre a economia e o superávit

Durigan destacou que o governo chega ao último ano do mandato com a menor desigualdade, menor nível de fome, recorde na balança comercial e crescimento médio de 2,5% ao longo dos quatro anos. "Nos resta uma milha final do esforço que é a milha do juro", disse. A frase sinaliza que, para o ministro, o próximo passo é reduzir a taxa básica de juros, que impacta diretamente o crédito e o consumo das famílias.

O ministro reconheceu que será preciso fazer esforços, sem compromisso em atender setores específicos. "Meu compromisso é fazer com que a economia toda caminhe em uma boa direção, de forma que melhore as condições das pessoas", afirmou. Ele também disse que o fiscal é a "pedra de toque" para deixar o país robusto, em um momento de incertezas globais.

### O impacto da meta fiscal para consumidores e investidores

Para o consumidor, a promessa de superávit pode significar, no curto prazo, cortes em subsídios e ajustes em programas sociais, já que Durigan mencionou a "diminuição de subvenção". Por outro lado, se o ajuste fiscal for bem-sucedido, a tendência é de juros mais baixos, o que barateia financiamentos, reduz prestações e estimula o consumo. O ministro afirmou que o governo está comprometido em equilibrar as contas públicas para que isso leve a juros mais baixos, ao mesmo tempo em que fortalecerá as políticas públicas que mais impactam as pessoas.

Para investidores, a sinalização é clara: o governo quer atrair capital privado com previsibilidade e segurança. "Queremos dar previsibilidade e segurança para atrair o capital privado", disse Durigan. A meta de superávit de 0,5% em 2027, se cumprida, pode reduzir o risco fiscal e melhorar o ambiente de negócios, beneficiando ações e títulos públicos.

### O cenário global e os desafios do ajuste

Durigan citou os desafios da economia mundial, destacando que a política de juros nos Estados Unidos está no maior patamar dos últimos 20 anos. "A incerteza fiscal vem atingindo todo mundo. Os bancos centrais espanhol, canadense e inglês, todos estão dizendo que vão aumentar juros, em uma situação mais complicada que a brasileira."

O ministro afirmou que o Brasil tem que ser um "porto seguro" em um mundo que projeta incerteza. Para ele, a combinação de ajuste fiscal com políticas públicas focadas em impacto social pode diferenciar o país no cenário internacional.

### O que esperar do cumprimento da meta

A promessa de "custe o que custar" levanta questionamentos sobre o custo político do ajuste. Em anos eleitorais, a pressão por gastos aumenta, mas Durigan afirmou, em entrevista exclusiva ao InfoMoney, que 2026 será diferente de anos eleitorais anteriores e que o governo cumprirá metas fiscais até o fim do mandato.

O mercado, no entanto, observa com cautela. Em painel sobre o futuro dos mercados, o CEO da AZ Quest afirmou que a alta dos gastos públicos exigirá correção e alertou para risco de crise caso o país siga ampliando despesas sem ajuste nas contas. A fala do executivo ecoa a necessidade de um equilíbrio entre o discurso fiscal e a prática orçamentária.

### Perguntas Frequentes

#### O que Durigan prometeu na Expert XP?

Durigan afirmou que o governo vai melhorar o superávit do país "custe o que custar", com meta de 0,5% em 2027, reduzindo subvenções.

#### Qual o impacto da meta fiscal para os juros?

O ministro disse que o equilíbrio fiscal levará a juros mais baixos, beneficiando crédito e consumo.

#### O que é superávit fiscal?

Superávit fiscal é quando o governo arrecada mais do que gasta. A meta de 0,5% significa que o superávit deve corresponder a 0,5% do PIB.

#### O que Durigan disse sobre a economia global?

Ele destacou que os juros nos EUA estão no maior patamar em 20 anos e que bancos centrais de Espanha, Canadá e Inglaterra também devem aumentar juros.

#### Como o ajuste fiscal afeta o consumidor?

No curto prazo, pode haver cortes em subsídios. No longo prazo, juros mais baixos barateiam financiamentos e estimulam a economia.

#### O governo vai cumprir a meta em 2027?

Durigan afirmou que o governo cumprirá metas fiscais até o fim do mandato, mesmo em ano eleitoral.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/expert-xp-vamos-melhorar-superavit-8220custe-custar8221-afirma-durigan/
