# EUA pretendem fechar acordos provisórios com Canadá e México até fim do ano

> O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, espera firmar acordos comerciais provisórios com Canadá e México até o fim de 2024. Questões complexas do USMCA ficarão para 2027, prolongando a incerteza para negócios e consumidores.

*Mercado Valor · Economia · 24 de julho de 2026 · Caetano Vidal*

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que espera firmar acordos comerciais provisórios com México e Canadá ainda neste ano, enquanto questões complexas do USMCA ficam para 2027. O anúncio prolonga a incerteza para negócios e consumidores.

## EUA pretendem fechar acordos provisórios com Canadá e México até fim do ano

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que espera firmar acordos comerciais provisórios com o México e o Canadá ainda neste ano, enquanto as mudanças mais complexas do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) ficam para 2027. O sinal é o mais claro até o momento de que o pacto não será renovado integralmente em 2026, prolongando a incerteza para negócios e consumidores.

Os EUA pretendem fechar acordos comerciais provisórios com Canadá e México até o final de 2026, segundo o representante comercial Jamieson Greer. Questões complexas, como regras de origem para automóveis e regulamentações trabalhistas, devem ficar para 2027. A renegociação completa do USMCA se arrasta, prolongando a incerteza nos negócios.

## O que disse Greer sobre os acordos provisórios

Em uma audiência na Comissão de Finanças do Senado dos EUA, Greer foi direto: "Eu adoraria ter, até o final do ano, pelo menos alguns acordos, um com o Canadá e outro com o México". A declaração deixou poucas dúvidas de que uma renegociação completa do USMCA, em vigor há seis anos, deve se arrastar até 2027.

Greer acrescentou que os EUA estão "avançando com toda a rapidez necessária" nos possíveis acordos provisórios. Ele disse que gostaria de ter opções para o presidente Donald Trump, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum e o primeiro-ministro canadense Mark Carney analisarem até o final do ano. No entanto, não forneceu detalhes sobre como seriam esses acordos.

## As questões complexas que ficam para 2027

Segundo Greer, temas como regras de origem mais rígidas para automóveis e regulamentações trabalhistas e ambientais podem exigir mais tempo e discussão, "inclusive com o Congresso no ano que vem". Isso significa que a parte mais espinhosa da negociação, que mexe diretamente com cadeias produtivas e custos industriais, fica para depois.

Para quem acompanha o comércio na América do Norte, a mensagem é clara: o USMCA não será renovado neste ano como um pacote fechado. O caminho escolhido por Washington é o de acordos temporários, que mantêm a relação comercial funcionando enquanto as arestas mais duras são lidadas em 2027.

## Reação do México: silêncio estratégico

O Ministério da Economia do México preferiu não comentar as declarações de Greer. O silêncio, em negociações diplomáticas, costuma indicar que o país avalia os próximos passos sem se comprometer publicamente.

## Canadá: disposição para negociar

Gabriel Brunet, porta-voz de Dominic LeBlanc, ministro canadense responsável pelo comércio entre os EUA e o Canadá, informou que LeBlanc conversou com Greer na terça-feira, após o primeiro-ministro Mark Carney e Donald Trump concordarem em intensificar as negociações comerciais. "Estamos ansiosos por um maior envolvimento na resolução das questões pendentes com os EUA, para o benefício mútuo de nossos cidadãos", disse Brunet.

A declaração indica que o Canadá vê espaço para avanços, mas também reconhece que o caminho não será rápido.

## O que dizem os analistas

Michael Camunez, diretor-executivo da Monarch Global Strategies, empresa que assessora empresas que atuam no México, avaliou o cenário: "O depoimento de Greer confirma que os Estados Unidos não têm mais como meta uma renovação completa do USMCA ainda neste ano". Para ele, "o resultado provável é um acordo político provisório que mantenha as negociações em andamento, mas deixe as questões mais complexas, e grande parte da incerteza em relação aos investimentos, sem solução".

A avaliação de Camunez reforça o que o mercado já vinha precificando: a incerteza regulatória na América do Norte não vai embora tão cedo.

## Impacto para consumidores e empresas

Para o consumidor brasileiro, a notícia pode parecer distante, mas não é. O USMCA regula o comércio entre três dos maiores parceiros comerciais do Brasil. Incertezas nas regras de origem de automóveis, por exemplo, podem afetar preços de veículos e peças importadas do México e do Canadá. Produtos como carne, grãos e componentes eletrônicos também podem sofrer variações de preço conforme as negociações avançam ou emperram.

Empresas que exportam para a América do Norte ou dependem de insumos da região devem acompanhar de perto os próximos passos. Acordos provisórios tendem a ser menos previsíveis que um pacto renovado, o que exige planejamento mais cauteloso.

## O cronograma possível

Com a meta de Greer de fechar ao menos dois acordos provisórios até o fim de 2026, o calendário apertado sugere que as conversas devem se intensificar nos próximos meses. A expectativa é que, até dezembro, haja algum tipo de entendimento político, ainda que vago, entre os três países. As regras detalhadas, no entanto, devem ficar para 2027.

## Perguntas Frequentes

### Os acordos provisórios substituem o USMCA?

Não. Os acordos provisórios são temporários e visam manter o comércio funcionando enquanto a renegociação completa do USMCA continua, com previsão de conclusão em 2027.

### O que fica para 2027?

Questões mais complexas, como regras de origem para automóveis, regulamentações trabalhistas e ambientais, devem ser discutidas com o Congresso dos EUA no ano que vem.

### O México e o Canadá aceitaram os termos?

O México não comentou oficialmente. O Canadá, por meio do porta-voz de Dominic LeBlanc, manifestou disposição para negociar, mas sem detalhar posições.

### Como isso afeta o Brasil?

Indiretamente, incertezas no comércio norte-americano podem impactar preços de importados e a competitividade de exportações brasileiras para a região.

### Há risco de ruptura total do acordo?

A fonte não indica risco iminente de ruptura. O movimento é de negociação gradual, com acordos provisórios como ponte para uma renovação mais completa em 2027.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/eua-pretendem-fechar-acordos-provisorios-canada-mexico-ate-fim-ano/
