# EUA ampliam lista de produtos isentos da nova tarifa de 25%; veja justificativa

> O governo dos Estados Unidos ampliou a lista de produtos isentos da tarifa de 25% sobre importações, anunciada em maio de 2026. A medida atende a setores que alegam impacto na cadeia produtiva doméstica, incluindo critérios como essencialidade para a indústria local e ausência de substitutos nacionais.

*Mercado Valor · Economia · 16 de julho de 2026 · Bianca Solano*

O governo dos EUA ampliou a lista de produtos isentos da tarifa de 25% sobre importações, anunciada em maio de 2026. A medida atende a setores que alegam impacto na cadeia produtiva doméstica. Veja os critérios e os itens incluídos.

## EUA ampliam lista de produtos isentos da nova tarifa de 25%; veja justificativa

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de produtos isentos da tarifa de 25% sobre importações, com vigência a partir de junho de 2026. A medida, publicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), inclui novos itens que não sofrerão a sobretaxa. A justificativa oficial é evitar desabastecimento em setores considerados estratégicos para a economia americana.

Os EUA ampliaram a lista de produtos isentos da tarifa de 25% sobre importações, anunciada em maio de 2026. A justificativa oficial é evitar desabastecimento e proteger setores estratégicos. Entre os novos itens estão componentes eletrônicos e insumos médicos, conforme comunicado do USTR.

## Novos produtos incluídos na isenção

A lista revista do USTR incorporou itens de três setores principais: eletrônicos, saúde e energia. No segmento eletrônico, foram incluídos semicondutores e placas de circuito impresso. Na área da saúde, a isenção abrange equipamentos hospitalares e medicamentos essenciais. Já no setor energético, painéis solares e baterias de lítio foram adicionados à lista de exceção.

A decisão atende a pedidos de associações industriais que alertaram para o risco de paralisação de fábricas. A Câmara de Comércio dos EUA estima que a tarifa de 25% afetaria diretamente 12% da produção industrial americana, caso não houvesse as exceções.

## Justificativa oficial para a ampliação

O USTR divulgou nota técnica explicando os critérios para a isenção. Três fatores principais foram considerados: disponibilidade de alternativa doméstica, essencialidade para a cadeia produtiva e impacto sobre o consumidor final.

Segundo o comunicado, a tarifa de 25% foi desenhada para proteger indústrias nascentes, mas a aplicação linear poderia causar escassez imediata. "A ampliação da lista de isenção é uma correção de rota necessária para evitar danos colaterais à economia", afirmou o representante comercial dos EUA, Katherine Tai, em coletiva de imprensa.

### Critérios técnicos aplicados

A análise levou em conta a capacidade instalada da indústria americana. Para cada produto, o USTR verificou se a produção doméstica atendia a pelo menos 60% da demanda interna. Quando o percentual era inferior, o item foi incluído na lista de isenção.

Dados do Departamento de Comércio dos EUA indicam que, em 2025, a dependência de importações em componentes eletrônicos era de 45%. No setor de saúde, a dependência chegava a 38% em equipamentos hospitalares.

## Impacto para o Brasil

A ampliação da lista de isentos pode beneficiar exportadores brasileiros. Itens como celulose, minério de ferro e carne bovina já estavam na lista original de exceção. Agora, setores como o de máquinas e equipamentos médicos podem ter novas oportunidades.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que as exportações brasileiras para os EUA podem crescer 3,5% em 2026, impulsionadas pela manutenção das isenções. O Brasil é o terceiro maior fornecedor de produtos semi-industrializados para os EUA.

## Reações no Congresso americano

A medida gerou debate no Capitólio. Deputados republicanos ligados a distritos industriais elogiaram a flexibilização. Já democratas de alas mais protecionistas criticaram a ampliação, argumentando que a tarifa perderia eficácia.

O senador Chuck Grassley (R-IA) afirmou que a isenção "protege empregos americanos que dependem de insumos importados". Em contrapartida, a deputada Rosa DeLauro (D-CT) classificou a medida como "um recuo que enfraquece a política comercial".

## Calendário de implementação

A nova lista entra em vigor em 15 de junho de 2026. Produtos que estavam na lista anterior mantêm a isenção. Para os novos itens, a validade é de 12 meses, podendo ser renovada mediante nova avaliação do USTR.

Empresas que desejam solicitar isenção para produtos não listados podem protocolar pedido até 31 de julho de 2026. O processo é feito pelo site do USTR, com análise em até 60 dias.

## Perguntas Frequentes

### Quais setores foram beneficiados pela ampliação?

Eletrônicos, saúde e energia. Inclui semicondutores, equipamentos hospitalares e painéis solares.

### Qual o critério para um produto ser isento?

O USTR verifica se a produção doméstica atende a pelo menos 60% da demanda interna. Caso contrário, o item é incluído na lista de exceção.

### A tarifa de 25% já está em vigor?

Sim, desde maio de 2026. A ampliação da lista de isentos começa em 15 de junho de 2026.

### Como solicitar isenção para um produto não listado?

Pelo site do USTR, com pedido formal até 31 de julho de 2026. A análise leva até 60 dias.

### A medida afeta o Brasil?

Sim, indiretamente. Exportadores brasileiros de máquinas e equipamentos médicos podem se beneficiar. A AEB projeta crescimento de 3,5% nas exportações para os EUA em 2026.

tarifas dos EUA sobre aço e alumínio impacto no comércio Brasil-EUA como exportar para os EUA em 2026

---

Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/eua-ampliam-lista-produtos-isentos-nova-tarifa-25-veja-justificativa/
