# Embraer (EMBJ3): holding japonesa amplia encomendas de aviões

> Embraer (EMBJ3) e a holding japonesa ANA Holdings ampliaram o acordo comercial com a venda de oito jatos E190-E2, elevando o total de encomendas firmes para 23 unidades. A primeira entrega está prevista para 2028. O Bradesco BBI revisou o preço-alvo das ações para R$ 126, refletindo a expansão da carteira de pedidos.

*Mercado Valor · Economia · 04 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

Embraer (EMBJ3) e ANA Holdings ampliam acordo com venda de oito E190-E2, totalizando 23 encomendas firmes. Primeira entrega prevista para 2028. Bradesco BBI eleva preço-alvo a R$ 126.

A Embraer (EMBJ3) e a ANA Holdings fecharam acordo para a venda de oito aeronaves E190-E2, ampliando o contrato firmado em 2025. O anúncio foi feito em documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (3).

Com o novo pedido, a holding japonesa passa a ter 23 encomendas firmes do modelo, além de cinco opções adicionais. A ANA HD já havia revelado a decisão de expandir a frota em julho. A primeira aeronave E2 da companhia está prevista para ser entregue em 2028.

Segundo a Embraer, os E-Jets operam no Japão desde 2009. A expansão da frota deve contribuir para ampliar a conectividade regional no país, com ganhos de eficiência operacional e redução de emissões.

A empresa tem a previsão de engordar ainda mais o número de pedidos. A possibilidade de conquistar um contrato bilionário na Índia, por exemplo, levou o Bradesco BBI a elevar o preço-alvo das ações da fabricante. Não seria trivial: trata-se de uma concorrência da Força Aérea Indiana estimada em aproximadamente US$ 10 bilhões para a compra de 60 aeronaves de transporte militar de médio porte.

O banco reiterou a recomendação de compra para o papel e passou a projetar preço-alvo de R$ 126 por ação ao fim de 2027, ante R$ 110 ao fim de 2026. Segundo os analistas, o novo preço-alvo também incorpora os resultados do segundo trimestre de 2026, o guidance atualizado para este ano e premissas mais otimistas para as entregas da divisão de aviação comercial e para o crescimento do segmento de Defesa.

## Impacto para o investidor

Para quem acompanha EMBJ3, o movimento indica duas frentes: a consolidação da aviação regional no Japão e a possibilidade de novos contratos de defesa. O acordo com a ANA Holdings reforça a presença da fabricante em um mercado onde opera desde 2009. Já a concorrência indiana, se concretizada, pode representar um salto no segmento de Defesa, área que o Bradesco BBI passou a enxergar com mais otimismo.

análise de ações EMBJ3 setor aéreo e aviação regional

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/embraer-embj3-holding-japonesa-turbina-encomendas-avioes/
