Economia

Embarcações se recusam a fazer travessias por Ormuz sob escolta dos EUA, dizem fontes

ResumoNavios mercantes estão se recusando a realizar travessias pelo Estreito de Ormuz mesmo sob escolta de embarcações militares dos EUA, segundo fontes do setor naval. A recusa reflete o temor de ataques e o aumento dos prêmios de seguro de guerra.

Navios mercantes estão se recusando a realizar travessias pelo Estreito de Ormuz mesmo sob escolta de embarcações militares dos EUA, segundo fontes do setor naval. A recusa reflete o temor de ataques e o aumento dos prêmios de seguro de guerra.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 16 de julho de 2026
Embarcações se recusam a fazer travessias por Ormuz sob escolta dos EUA, dizem fontes

Navios mercantes estão se recusando a realizar travessias pelo Estreito de Ormuz mesmo sob escolta de embarcações militares dos EUA, segundo fontes do setor naval. A recusa reflete o temor de ataques e o aumento dos prêmios de seguro de guerra.

Segundo fontes do setor naval, embarcações mercantes estão recusando fazer travessias pelo Estreito de Ormuz mesmo quando escoltadas por navios militares dos EUA. O motivo principal é o risco elevado de ataques, que elevou os prêmios de seguro de guerra e torna a operação inviável financeiramente para os armadores.

A recusa das embarcações em atravessar Ormuz

Fontes do setor naval reportaram à agência Reuters que pelo menos três navios petroleiros recusaram a escolta oferecida pela Marinha dos EUA nos últimos dias. A decisão foi tomada após a avaliação de que a presença militar não reduz o risco de ataques com mísseis ou drones.

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA). Qualquer interrupção prolongada pode afetar os preços globais do petróleo e a segurança energética de países como Japão, Índia e Coreia do Sul.

Por que os navios estão recusando a escolta dos EUA

A recusa ocorre em um contexto de escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos na região. Nos últimos meses, o Irã intensificou as ameaças de fechar o estreito em retaliação a sanções econômicas.

As companhias de navegação avaliam que o risco de um ataque direto a uma embarcação escoltada é maior do que o de um navio que tenta passar despercebido. Além disso, os prêmios de seguro de guerra para a região dispararam, tornando cada travessia um custo proibitivo.

Impacto no transporte marítimo global

A recusa das embarcações em atravessar Ormuz pode forçar uma rota alternativa pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, o que adicionaria cerca de 10 dias de viagem e aumentaria os custos logísticos em até 30%.

Empresas de logística já reportam atrasos em entregas de petróleo bruto para refinarias na Ásia e Europa. O mercado de fretes marítimos registrou alta de 15% nas últimas duas semanas para rotas que evitam o Golfo Pérsico.

A posição dos EUA e as alternativas

A Marinha dos EUA afirmou que continuará oferecendo escolta a qualquer embarcação que solicitar, mas reconhece que a decisão final cabe aos operadores dos navios. Fontes do Pentágono indicam que estão sendo estudadas medidas para aumentar a segurança na região, como o envio de mais drones de vigilância.

Enquanto isso, alguns armadores estão optando por navegar sob bandeira de países neutros e sem escolta, na esperança de não serem alvos. Outros simplesmente suspendem as operações na região até que o cenário se estabilize.

Riscos para a economia global

O Estreito de Ormuz é um gargalo energético crucial. Uma interrupção total do fluxo de petróleo poderia elevar o preço do barril para mais de US$ 150, segundo projeções de analistas do setor. Países dependentes do petróleo do Golfo, como China e Índia, já começam a buscar fontes alternativas de suprimento.

A Agência Internacional de Energia (IEA) monitora a situação e pode acionar reservas estratégicas de petróleo dos países membros caso a crise se agrave.

Perguntas Frequentes

Por que os navios estão recusando a escolta dos EUA?

Porque avaliam que o risco de ataque é maior com a escolta, e os seguros de guerra tornaram a operação financeiramente inviável.

Quantos navios recusaram a travessia?

Fontes do setor reportam que pelo menos três petroleiros recusaram a escolta nos últimos dias.

Qual o impacto no preço do petróleo?

O mercado já registra alta nos fretes e pode elevar o preço do barril para mais de US$ 150 se a crise se agravar.

O que os EUA estão fazendo?

A Marinha dos EUA oferece escolta e estuda aumentar a vigilância com drones, mas a decisão de navegar é dos armadores.

Há rotas alternativas ao Estreito de Ormuz?

Sim, a rota pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, mas ela adiciona cerca de 10 dias de viagem e custos 30% maiores.

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