# Durigan: é preciso fazer mais ajuste fiscal, com gradualidade

> Dario Durigan, porta-voz econômico da campanha de Lula, admitiu em debate na GloboNews a necessidade de mais ajuste fiscal, defendendo gradualidade no processo. Durigan citou metas de superávit primário até 2029 como horizonte para equilíbrio das contas públicas. A declaração ocorre em contexto de pressão por responsabilidade fiscal sem comprometer investimentos sociais.

*Mercado Valor · Economia · 02 de setembro de 2026 · Bianca Solano*

Dario Durigan, porta-voz econômico da campanha de Lula, admitiu em debate na GloboNews que é preciso fazer mais ajuste fiscal, mas defendeu gradualidade e citou metas de superávit até 2029.

O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, admitiu em debate na GloboNews na noite desta terça-feira, 1, que é preciso avançar no ajuste fiscal. Ele afirmou que, em 2022, foi recebido um orçamento "fake" para 2023 e que o governo construiu um caminho para o superávit duradouro.

"É evidente que precisa fazer mais. Tanto que a nossa trajetória projetada para os próximos anos já foi apresentada para o Congresso. Nós temos uma trajetória de 0,5% no ano que vem, 1% em 2028 e 1,5% em 2029", disse Durigan, em debate com Daniella Marques, coordenadora de economia do candidato Flávio Bolsonaro (PL), e Roberto Brant, coordenador do plano de governo de Ronaldo Caiado (União).

O porta-voz defendeu que a equipe econômica trabalha com equilíbrio e que todas as medidas foram tomadas "à luz do dia". Segundo ele, mesmo em ano eleitoral, o governo busca estabelecer a trajetória com gradualidade, sem medidas diferentes dos governos anteriores.

Sobre os juros, Durigan reconheceu que "a taxa de juros hoje está descalibrada" e que "de fato é um problema que o País vive". Ele negou relação simples entre a taxa e as despesas obrigatórias, mas afirmou que o governo está diminuindo o impulso fiscal em 2024, 2025 e 2026, com compromisso de reduzir o gasto obrigatório para sanear o orçamento.

O economista também defendeu a continuidade da revisão de benefícios tributários, com previsibilidade e estabilidade institucional. Sobre a inflação, disse que está sob controle, apesar de próxima do teto da meta. "Em 2022, o último ano do governo anterior, a inflação chegou a dois dígitos. Ano de guerra. Agora, a inflação está abaixo de 4,50%", comparou. Ele completou: "Tem que tratar do déficit? Tem que tratar do déficit. Nós vamos fazer a nossa parte, com equilíbrio fiscal, para atacar esse problema".

---

Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/durigan-preciso-fazer-mais-ajuste-fiscal-trajetoria-tem-gradualidade/
