# Durigan: nova rodada de tarifas dos EUA não é inevitável; esperamos confirmação

> Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que uma nova rodada de tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil não é inevitável. O governo brasileiro aguarda confirmação oficial sobre a medida, enquanto negociações diplomáticas seguem em andamento para evitar a imposição de barreiras comerciais.

*Mercado Valor · Economia · 15 de julho de 2026 · Bianca Solano*

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que uma nova rodada de tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil não é inevitável. A declaração foi feita em meio a negociações em andamento. O governo brasileiro aguarda confirmação oficial sobre a

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que uma nova rodada de tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil não é inevitável. A declaração foi feita durante evento em Brasília. Durigan destacou que o governo brasileiro espera a confirmação oficial das medidas antes de qualquer reação. As negociações entre os dois países seguem em andamento.

## O que Durigan disse sobre as tarifas dos EUA?

Durante participação no seminário "Perspectivas para a Economia Brasileira", promovido pela FGV, Dario Durigan afirmou que o governo brasileiro não considera inevitável uma nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, o momento é de aguardar a confirmação oficial das medidas anunciadas pela administração Trump. "Esperamos a confirmação para saber o que de fato vai ser implementado", declarou o secretário-executivo.

Durigan também ressaltou que o Brasil tem mantido canais de diálogo abertos com o governo americano. O objetivo é evitar medidas unilaterais que possam prejudicar o comércio bilateral. Em 2025, os Estados Unidos foram o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio superior a US$ 80 bilhões. Qualquer alteração nas tarifas pode impactar setores como siderurgia, aviação e agronegócio.

## Contexto das negociações comerciais entre Brasil e EUA

As declarações de Durigan ocorrem em um momento de tensão comercial global. Desde 2025, o governo Trump adotou uma postura mais protecionista, com ameaças de tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente aço e alumínio. Em resposta, o Brasil buscou uma estratégia de negociação diplomática, evitando retaliações imediatas.

O Ministério das Relações Exteriores também tem atuado para esclarecer os termos das possíveis tarifas. A expectativa é que as medidas sejam detalhadas nas próximas semanas. Enquanto isso, o governo brasileiro mantém a posição de cautela. "Não vamos tomar decisões precipitadas", afirmou Durigan.

## Impacto das tarifas na economia brasileira

Caso as tarifas sejam confirmadas, os setores mais expostos são o de metais e o de produtos agrícolas. O Brasil exportou cerca de US$ 3,5 bilhões em aço para os EUA em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM). Uma tarifa adicional de 25% poderia reduzir essas exportações em até 30%, de acordo com estimativas do setor.

No agronegócio, a preocupação recai sobre a carne bovina e o suco de laranja. Os EUA são um dos principais destinos desses produtos. O governo brasileiro já sinalizou que, se necessário, recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar medidas consideradas desleais.

## O papel do Ministério da Fazenda nas negociações

O Ministério da Fazenda, sob o comando de Fernando Haddad, tem acompanhado de perto as negociações. A pasta avalia os impactos fiscais e cambiais de uma eventual guerra comercial. Durigan destacou que o Brasil está preparado para proteger sua economia. "Temos instrumentos para responder, mas preferimos o diálogo", disse.

A equipe econômica também monitora o câmbio. Em períodos de incerteza comercial, o dólar tende a se valorizar, o que pressiona a inflação e os custos de importação. Para o consumidor brasileiro, isso pode significar preços mais altos para produtos importados, como eletrônicos e medicamentos.

## Próximos passos: o que esperar?

A confirmação oficial das tarifas deve ocorrer nas próximas semanas. O governo brasileiro aguarda um comunicado formal da Casa Branca. Enquanto isso, a equipe econômica prepara cenários de contingência. Uma das possibilidades é a ampliação de acordos comerciais com outros parceiros, como a China e a União Europeia.

Para o investidor, o momento exige cautela. Setores expostos ao comércio com os EUA podem sofrer volatilidade. A recomendação é diversificar a carteira e acompanhar os desdobramentos das negociações.

## Perguntas Frequentes

### O que Dario Durigan disse sobre as tarifas dos EUA?

Durigan afirmou que uma nova rodada de tarifas não é inevitável e que o governo espera a confirmação oficial das medidas antes de qualquer reação.

### Quais setores seriam mais afetados pelas tarifas?

Os setores de siderurgia, aviação e agronegócio são os mais expostos. O aço e a carne bovina estão entre os produtos mais vulneráveis.

### O Brasil pode retaliar?

Sim. O governo brasileiro pode recorrer à OMC ou adotar tarifas recíprocas, mas a prioridade é o diálogo diplomático.

### Quando as tarifas devem ser confirmadas?

A expectativa é que a administração Trump detalhe as medidas nas próximas semanas. O governo brasileiro aguarda um comunicado oficial.

### Como isso afeta o consumidor brasileiro?

Uma guerra comercial pode pressionar o câmbio, encarecendo produtos importados. Itens como eletrônicos e medicamentos podem ter reajustes.

Impacto das tarifas dos EUA na economia brasileira Como proteger seus investimentos em tempos de incerteza comercial

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/durigan-nova-rodada-tarifas-eua-nao-inevitavel-8220esperamos-confirmacao8221/
