# Dow Jones Futuro recua com inflação, Irã e juros do Fed

> Dow Jones Futuro recua nesta terça-feira (1º) com a combinação de escalada das tensões EUA-Irã, alta dos rendimentos dos Treasuries e incertezas sobre a política de juros do Federal Reserve. O avanço do petróleo pressiona a inflação, ampliando o risco de manutenção de taxas elevadas. O movimento reflete cautela dos investidores diante do cenário geopolítico e macroeconômico.

*Mercado Valor · Economia · 01 de setembro de 2026 · Otávio Bandeira*

Os índices futuros de Nova York caem nesta terça-feira (1º) com escalada das tensões EUA-Irã, alta dos Treasuries e dúvidas sobre o Fed. Petróleo sobe e pressiona inflação.

Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta terça-feira (1º), com investidores cautelosos diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, da forte alta dos rendimentos dos Treasuries e das incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). O avanço dos preços do petróleo reforça as preocupações com a inflação e com uma possível alta dos juros americanos.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos subiu três pontos-base, para 4,78%, o nível mais alto desde janeiro de 2025. Os investidores elevaram para 67% as probabilidades de um aumento da taxa de juros nos EUA em setembro, ampliando a tendência de alta iniciada na semana passada, quando o presidente do Banco do Japão, Kevin Warsh, reiterou seu compromisso de conter a inflação.

Nos EUA, o destaque da agenda fica com os dados de abertura de vagas de trabalho (JOLTS) de julho e o ISM de manufatura de agosto. No front corporativo, Dell e Palo Alto Networks divulgam seus resultados financeiros.

Os mercados acionários operam mistos, com o Stoxx 600, principal índice da região, em leve baixa. O movimento ocorre em meio à pressão sobre os mercados de renda fixa e à alta dos preços do petróleo. Entre os setores, químico e energia registravam ganhos, enquanto ações ligadas a viagens e lazer eram pressionadas pelo aumento das tensões geopolíticas.

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,15%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,23%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,10%, e o CSI 300, da China continental, fechou em baixa de 0,30%.

O rendimento do título do governo japonês de 10 anos subiu 6 pontos-base e chegou a 3%, maior nível desde setembro de 1996, antes de recuar ligeiramente. A alta ocorre em meio às expectativas de uma política monetária mais apertada no Japão e à pressão sobre o Banco do Japão (BoJ) para acelerar o ritmo de alta dos juros. O movimento ganhou força após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reunir com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, e com o presidente do BoJ, Kazuo Ueda. Segundo relatos, Bessent defendeu novos aumentos dos juros japoneses, em um momento de forte desvalorização do iene.

Os preços do petróleo operam em alta, com a retomada dos confrontos entre EUA e Irã no Oriente Médio, renovando temores de interrupções no fornecimento da principal região produtora mundial de petróleo bruto. As cotações do minério de ferro na China fecharam em leve alta, com investidores avaliando as expectativas de aumento nas chegadas aos portos, em decorrência do elevado volume de embarques globais, em contraposição a uma pesquisa privada que mostrou aceleração da atividade industrial na China.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/dow-jones-futuro-recua-temores-sobre-inflacao-ira-juros-fed/
