Dow Jones Futuro cai com petróleo em alta e títulos dos EUA no maior nível desde 2007
Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta terça-feira (15). A pressão vem da alta dos preços do petróleo, que elevou o rendimento dos títulos do Tesouro americano, a referência global para custos de empréstimo.
A taxa dos Treasuries de 10 anos subiu cinco pontos-base, para 5,04%, o nível mais alto desde 2007. O mercado também monitora a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira (16).
A precificação majoritária aponta alta de 0,25 ponto percentual, sustentada pela pressão inflacionária do petróleo e pela resiliência da economia americana.
Petróleo e Treasuries pressionam mercados globais
Os preços do petróleo sobem em meio a relatos de novos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita e de ataques do Irã contra navios no Golfo. O rendimento do Treasury de 10 anos ultrapassou a marca de 5%, e os mercados apostam em aumento da taxa pelo Fed ainda esta semana.
Na Europa, as bolsas operam em baixa, com ações do setor financeiro liderando as perdas. O movimento acompanha a alta dos títulos do Tesouro americano de 10 anos.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em baixa nesta terça. As vendas no varejo da China em agosto cresceram 0,4% na comparação anual, abaixo da previsão de 0,8% apontada por economistas em pesquisa da Reuters. A queda nos investimentos se aprofunda, aumentando a pressão sobre Pequim.
A produção industrial chinesa cresceu 5,2% no mês passado, acelerando em relação aos 4,5% de julho e superando a expectativa de 4,8% dos economistas.
Minério de ferro e o que observar
As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa pela quinta sessão consecutiva. O movimento é pressionado pelo aumento dos embarques, enquanto os preços elevados do coque comprimem as margens das siderúrgicas e obscurecem as perspectivas de demanda.
O quadro desta terça combina três vetores: petróleo em alta por tensão geopolítica, Treasuries no maior nível em 19 anos e dúvida sobre o ritmo do Fed. Para quem acompanha renda fixa global, o rendimento de 5,04% do título de 10 anos redefine o custo de oportunidade de ativos de risco. A decisão de quarta-feira (16) tende a confirmar ou frustrar essa precificação.