# Desemprego no 2º trimestre é 5,4%: menor nível desde 2012

> A taxa de desemprego no Brasil no segundo trimestre de 2026 foi de 5,4%, conforme a Pnad Contínua do IBGE. O índice representa o menor nível desde 2012. O número de ocupados atingiu 103,1 milhões, com destaque para os setores de transporte e administração pública.

*Mercado Valor · Economia · 30 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

A taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026 ficou em 5,4%, o menor nível já registrado desde 2012, segundo a Pnad Contínua do IBGE. O número de ocupados atingiu 103,1 milhões, com destaque para transporte e administração pública.

## Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período

A taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026 ficou em 5,4%, o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026 ficou em 5,4%, segundo o IBGE. É o menor nível desde 2012, quando começa a série histórica da Pnad Contínua. O número de ocupados chegou a 103,1 milhões, e o rendimento médio foi de R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre.

## Menor desemprego desde 2012: o que mudou no mercado de trabalho?

O mercado de trabalho brasileiro registrou uma melhora significativa no segundo trimestre de 2026. A taxa de desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4%, uma redução de 0,7 ponto percentual. Na comparação anual, a queda foi de 0,4 ponto percentual ante os 5,8% do segundo trimestre de 2025.

O número de pessoas ocupadas atingiu 103,1 milhões, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 718 mil pessoas a menos (10% de queda) em relação ao trimestre anterior.

### Setores que mais geraram vagas

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, dois grupamentos se destacaram na criação de vagas:

- Transporte, armazenagem e correio: crescimento de 3,9%, com mais 235 mil pessoas ocupadas.
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: alta de 2,6%, com mais 489 mil pessoas.

## Rendimento médio e informalidade

O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738 no segundo trimestre, o maior já registrado para um período de abril a junho. No entanto, o valor fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026, que foi de R$ 3.765.

A taxa de informalidade, proporção de trabalhadores informais na população ocupada, foi de 37,4% no segundo trimestre. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

## Trabalhadores com e sem carteira assinada

A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira. O número de trabalhadores formais reflete o aquecimento do mercado, mas a informalidade ainda atinge mais de um terço da população ocupada.

## Recordes históricos e contexto da pandemia

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

## Caged: saldo positivo de vagas formais em junho

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, junho apresentou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de 921,7 mil postos com carteira assinada criados. mercado de trabalho brasileiro 2026

## Perguntas Frequentes

### Qual foi a taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026?

A taxa de desemprego ficou em 5,4%, o menor nível já registrado desde 2012, segundo a Pnad Contínua do IBGE.

### Quantas pessoas estavam ocupadas no segundo trimestre?

O Brasil atingiu 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre.

### Qual foi o rendimento médio do trabalhador?

O rendimento médio foi de R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre, mas abaixo dos R$ 3.765 do primeiro trimestre de 2026.

### O que é considerado desemprego pela Pnad?

O IBGE considera desocupada apenas a pessoa que efetivamente procurou uma vaga de trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa.

### Quantas vagas formais foram criadas em junho de 2026?

Segundo o Caged, junho teve saldo positivo de quase 145,2 mil vagas com carteira assinada. No acumulado do ano, são 921,7 mil postos formais criados.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/desemprego-2-trimestre-54-menor-ja-registrado-periodo/
